quinta-feira, 18 outubro 2018
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A Carta de Princípios do MTG

Com a permissão de nosso Patrão Celestial estou mais uma vez pedindo licença a cada gaúcho deste chão sulino que reserva parte do seu dia-a-dia, a cada semana, para prosear com o Ratinho Chaves aqui no mundotradicionalista.com.br.

Nesta semana vamos começar a prosear um pouco sobre a Carta de Princípios do nosso Movimento Tradicionalista Gaúcho, que é muito debatida pelos gaúchos deste Rio Grande do Sul durante seus Encontros, Seminários, Entreveros, Ciranda, Convenções e Congressos Tradicionalistas.

No início deste novo século, mais precisamente em agosto de 2001, na cidade de taquara, foi realizado o 1º Fórum Tradicionalista, onde tinha como objetivo principal um reestudo da Carta de Princípios, que naquela época fazia 40 anos de sua criação, onde foi amplamente discutida e debatida entre os participantes do evento da qual começamos a fazer uma apresentação destes estudos aos tradicionalistas que não participaram do evento e não sabem o que foi discutido, tendo em vista que neste ano completará 15 anos da realização deste 1º Fórum Tradicionalista.

CRIAÇÃO DA CARTA DE PRÍNCIPIOS

Bravos homens idealizaram um movimento de extrema grandeza cultural, mas não imaginavam que suas ideias fossem tão bem aceitas e difundidas rapidamente, que o fizesse grandioso também em número. Isto nada mais fez em confirmar quão glorioso foi essa idealização. Todo crescimento rápido pode ter consequências desastrosas. Além disso, o governo e o exército tinham naquele grupo de jovens certa desconfiança, pois exaltavam a Revolução Farroupilha, seus mentores e consequentemente o “20 de setembro”, levando os poderes constituídos a conclusões que pendiam para o lado revolucionário e separatista.

Foi então que Glaucus Saraiva, considerado extremamente inteligente e com a mente de certa forma avançada para a época, se sensibilizou e, por ser muito reservado, fez de forma solitária um documento que, depois de concluído, foi apresentado como sugestão a ser seguido pelos tradicionalistas.

Tal documento foi de extrema importância, fazendo com que o exército o enxergasse com outros olhos, percebendo que o movimento queria andar lado a lado com os governantes. O Conselho Coordenador reconheceu sua importância para o bom prosseguimento do movimento, decidiu oficializar a Carta de Princípios, que foi aprovada no 8º Congresso Tradicionalista, realizado na cidade de Taquara, de 20 a 23 de outubro de 1961, no CTG O Fogão Gaúcho. A partir deste momento ela começou a ser vista como uma lei a ser cumprida, causando certa revolta nos gaúchos, que não aceitavam ser mandados, defendendo a ideia de que gaúcho é macho, não recebe ordens de ninguém e é domo de suas próprias razões.

Dentro do movimento, seus efeitos foram para nortear um rumo a ser seguido, pois na época o que prevalecia eram as contradições, onde cada CTG procurava inclinar-se para seu lado, fazendo com que não existisse unanimidade.

Para o bom funcionamento era necessário e de fundamental importância, um perfeito conhecimento e interpretação da mesma.

Aos poucos os gaúchos foram aceitando-a e começaram a perceber que elasó ajudaria o movimento a crescer e que seu objetivo não era obrigar e sim orientar. Hoje essa carta integra o Regulamento do Estatuto do MTG e é a primeira diretriz aprovada no tradicionalismo. A Carta de Princípios continua, de certo modo, de conhecimentos restritos dentro do movimento, tendo este prospecto sofrido sensíveis alterações nos últimos anos, devido à importância dada pelo MTG, fazendo dela assunto de trabalhos realizados, como este realizado no Fórum Tradicionalista de Taquara, em 2001.

Seguindo as palavras do Senhor Cyro Dutra Ferreira e Vilson de Souza, na época de sua criação um dos objetivos mais importantes foi o artigo XI que trata do respeito as leis e aos poderes públicos legalmente constituídos, que fez com que o exército e o governo vissem com outros olhos aquele grupo de jovens. E o mais importante nos dias atuais é o artigo XXIX que valoriza e exalta o homem do campo. E dentro deste item salientou a importância a importância do surgimento dos laçadores urbanos, como exemplo, que trazem para a cidade uma parte da realidade da vida rural.

Em poucas palavras foi possível destacar que através da difusão e preservação da nossa cultura e de nossos valores morais, temos a possibilidade de bar base a uma sociedade harmônica, colaborando assim com o bem coletivo, o progresso e a evolução de um povo que tem como ideal os princípios de LIBERDADE, IGUALDADE e HUMANIDADE.

Assim encerramos nosso prosa semanal sobre nossa Carta de princípios que foi reestudada a 15 anos atrás, em Taquara, durante o 1º Fórum Tradicionalista, realizado pelo MTG, onde trouxemos este nesta coluna semanal este estudo feito sobre a CRIAÇÃO DA CARTA DE PRINCÍPIOS, que foi elaborado pelas Prendas e peões da 30ª região Tradicionalista gestão de 2001.

Na próxima semana nossa coluna terá como tema da prosa o “Auxiliar o estado na solução dos seus problemas fundamentais e na conquista do bem coletivo”, um dos importantes itens que trata a nossa carta de princípios do MTG.

“Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra”.

BOMBEIA TAMBÉM, TCHÊ!

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