segunda-feira, 19 Fevereiro 2018
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A mulher no tradicionalismo

A Mulher Gaúcha está despontando na condução do movimento tradicionalista e ocupando seu espaço. A cada dia aumenta a participação da mulher gaúcha no tradicionalismo rio-grandense, seja participando ou comandando entidades, sem entrar em atrito com o homem e sim, o acompanhando lado a lado, para juntos cultuar as tradições de nosso Rio Grande do Sul.

A mulher começou sua participação timidamente no Movimento Tradicionalista, conforme o Cyro Dutra Ferreira, em sua obra, “35 CTG” – O Pioneiro do Movimento Tradicionalista fez o seguinte registro: Somente em junho de 1949, aconteceu a primeira reunião com moças da sociedade, especialmente convidadas De fato e de direito, as irmãs Marilia e Ludemilla Zarrans são consideradas as primeiras prendas do movimento, pois, em algumas oportunidades, foram as duas primeiras colaboradoras do “35“. Também é registrada a presença da menina Verinha Simch Vieira, que por ser criança, tinha a permissão de descer para o porão, visto que seu tio Cincha participava das reuniões.

A mulher não vem participar sem nenhum conhecimento da causa, pois no passado a mulher já participava nas estâncias de nosso Rio Grande, ajudando seu esposo ou pai nas lidas campeiras, enquanto eles defendiam nosso chão em batalhas e revoluções.

Em um passado próximo presenciávamos a participação da mulher somente em concursos de prendas, ou em outras provas específicas para mulheres. Hoje vimos à mulher dirigindo Entidades e Regiões Tradicionalistas, Coordenadorias Municipais e com certeza, em um futuro próximo, a mulher estará conduzindo o órgão máximo do tradicionalismo, o MTG – Movimento Tradicionalista Gaúcho.

Presenciamos nos dias atuais o aumento da participação da mulher também nos rodeios e festas campeiras, onde antigamente a participação era somente de peões. A mulher está ocupando o seu espaço, participando de provas campeiras, como por exemplo, no Tiro de Laço, em igualdade com o homem, demonstrando que não existe superioridade no tradicionalismo gaúcho e sim uma integração e união em prol de difundir cada vez mais as tradições de nosso Estado.

Com a participação da mulher, presenciamos o crescimento, engrandecimento e por que não o fortalecimento do tradicionalismo, pois a mulher, com sua sensibilidade e responsabilidade, faz com que a Carta de Princípios e Regras do nosso Movimento Tradicionalista seja cumprida na íntegra, não que o homem não o faça. Mas a mulher trás também uma contribuição expressiva ao movimento tradicionalista, ajuda o gaúcho a propagar, cultuar e divulgar o que de melhor existe na cultura gaúcha, com responsabilidade e honestidade, cumprindo o que é determinado nas regras de cada evento gaúcho.

deia e catiaEm nossa São Gabriel, Terra dos Marechais, podemos citar duas Prendas: Cátia Cavalheiro e Déia dos Santos de Souza, onde Cátia foi a primeira mulher a ser Patroa da Coordenadoria Tradicionalista Municipal, em 2014, conduzindo a CTM com responsabilidade e competência, entidade que coordena os eventos gaúchos no Município de São Gabriel. Já Déia de Souza é a primeira mulher a comandar o CTG Tarumã, uma das Entidades Tradicionalista mais antiga de São Gabriel e Estado. Déia vem realizando um trabalho excelente junto com sua equipe de Patronagem, da qual neste ano de 2015, realizou o maior Rodeio já visto na Terra dos Marechais.

Enfim, a mulher gaúcha está inserida definitivamente no tradicionalismo, com sua simplicidade, inteligência e porque não com seu sentimento materno. Elas souberam ocupar, com respeito e maestria, seu espaço no Movimento Tradicionalista Gaúcho, apesar de ser um movimento até então considerado “machista”, ao lado dos peões, preservam e divulgam nossas tradições gaúchas por este Mundo Grande de Deus.

“Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra”.

Sobre Leandro Chaves

Leandro Chaves
Professor e Tradicionalista. Filho de Italmir Maldonado Chaves (in memoriam) e Ana Maria Castro Chaves. Exerceu diversas funções em Entidades Tradicionalistas de São Gabriel; foi Sota-Capataz e Tesoureiro da 18ª Região Tradicionalista. Atualmente integra o Departamento Social do CTG Tarumã. É o idealizador do Mennatchê, um evento tradicionalista realizado no mês de Setembro, dentro de uma Escola Pública, que tem como objetivo cultuar as tradições do RS.

BOMBEIA TAMBÉM, TCHÊ!

Feliz Ano Novo …

Foi muito bom!!! Muito Bom mesmo, contar sempre com a tua amizade, durante o ano ...