segunda-feira, 19 Fevereiro 2018
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Batalha do Caiboaté

monumento batalha de caiboateEsta foi uma das batalhas mais tradicionais de nossa história e que marcaram a luta de bravos defensores que entregaram suas vidas em defesa da preservação e de marcação de nossas terras. Nesta luta em defesa do nosso Rio Grande, os índios que eram os moradores e primeiros habitantes de nosso estado, acabaram disseminados em uma luta desigual com os exércitos Português e Espanhol, e cerca de mil e quinhentos de nossos guerreiros perderam a sua vida, entre eles o maior de seus líderes, o Guerreiro Sepé Tiarajú.

A batalha foi travada na localidade de Caiboaté Grande, interior da cidade de São Gabriel. Hoje nessa localidade há um monumento em homenagem as vidas perdidas nessa batalha, há também uma cruz de 5 metros de altura em alvenaria que substituiu uma cruz de toras de madeira cravada no local por padres jesuítas logo após a batalha.

A batalha teve a duração de pouco mais de uma hora, onde índios missioneiros, sem nenhuma espécie de artilharia, enfrentaram o exército adversário fortemente armado, protagonizando um verdadeiro massacre. Fala-se na disposição das tropas indígenas em um formato de meia lua, dispostas frontalmente as tropas luso-hispânicas. No entanto, não se retrata tal formação como sendo côncava ou convexa, nem qual sua finalidade, se havia disposição organizada das tropas, pelotões de cavalaria e infantaria distintos.

Pela disparidade das baixas, cerca de dez mortes do lado vencedor e mil e quinhentas do lado perdedor, é também de se supor, tratar-se o “exército” missioneiro como uma massa de campônios liderada por alguns indígenas comissionados oficiais pelos jesuítas. Do lado luso-hispânico, havia entre os espanhóis, poucos praças regulares, mais voluntários arregimentados junto a fronteira em sua imensa maioria, atraídos por promessas de saque. Pelos portugueses, todos eram soldados e oficiais regulares, servidos por duas centenas e meia de escravos negros, artilhados com nove peças de bronze e três canhoneiras pequenas de ferro.

Houve, sempre no campo das pressuposições baseadas nos parcos relatos da campanha, cobertura de artilharia sobre o avanço central da infantaria, e o envolvimento nos dois flancos pela cavalaria aliada, coisa que se perpetuou ainda mais apenas para dar azo a faina assassina dos muitos irregulares fronteiriços.

Sobre Juca Castilhos

Juca Castilhos
Juca Castilhos, poeta, músico, compositor, diretor comercial do jornal Correio Gabrielense, declamador, intérprete, radialista, ex-patrão do CTG Querência Xucra, com 35 anos de vivências tradicionalistas e que a partir deste mês de abril passará a colaborar com este portal escrevendo sempre sobre a cultura gaúcha. Telefones para contatos, 55 9147 1405 ou 9995 2938, também através do e-mail jucacastilhos@bol.com.br.

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