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Carta de Princípios do MTG – “Auxiliar o Estado na solução de seus problemas e na conquista do bem comum”

AUXILIAR O ESTADO NA SOLUÇÃO DE SEUS PROBLEMAS E NA CONQUISTA DO BEM COMUM

Como é bom prosear com cada gaúcho deste chão sulino. Mas nada seria possível se não tivéssemos as bênçãos de nosso Patrão Celestial que a cada dia nos ilumina, abençoa e protege, derramando muita paz, saúde e prosperidade em nós e em cada Gaúcho deste Rio Grande do Sul.

Nesta semana vamos prosear sobre um dos itens importantes de nossa Carta de Princípios do MTG, onde fala em: “Auxiliar o estado na solução dos seus problemas fundamentais e na conquista do bem coletivo”, tema esta amplamente debatido no Fórum Tradicionalista de Taquara em 2001, a quinze anos atrás, mas que em nossos dias atuais é cada vez mais importante.

Dentre os aspectos estruturais da Carta de Princípios, este item intima o MTG e seus adeptos a auxiliarem o Estado na conquista do bem coletivo, ou seja, do bem coletivo.

Vejamos primeiramente o que é bem comum: é o conjunto de condições concretas, que permite a todos os membros de uma comunidade, de uma sociedade atingir um nível de vida à altura da dignidade da pessoa humana. Tais condições referem-se às de ordem:

  • Material: que é suficiência de produtos de consumo, de habitações, de instalações e equipamentos, de estradas;
  • Intelectual: como livros, escolas, bibliotecas e museus;
  • Moral: compreendendo todos os mecanismos responsáveis pela garantia da moral pública;
  • Institucional: sistemas econômicos, que ensejem a produção e justa distribuição das riquezas, sistemas jurídicos, órgãos do poder público, organizações de classe.

Todo esse conjunto de condições constitui um bem e o desejo de realizá-lo são à força de coesão dos membros da comunidade, conscientes de que isoladamente jamais poderiam atingi-lo, e, nesse sentido, constitui um bem comum, um bem coletivo, de que eles têm direito de participar todos os que lealmente colaboram na sua realização.

O Estado é o responsável pelo bem comum, pelo bem da coletividade, sendo essa a sua própria razão de ser. O Estado pede tudo àquilo que é necessária para o bem comum, para o bem coletivo, por isso, a administração pública é um serviço público, encarregado de gerir o bem comum e mobilizar todos os cidadãos para sua realização e conservação.  Cooperar para o bem comum é o resumo de todas as obrigações cívicas, enquanto que a maturidade cívica se revela numa atitude de preocupação constante em zelar pelo bem público, pelo patrimônio comum de todos.

O Movimento Tradicionalista Gaúcho, através das mais diversas atividades realizadas, quer pelas Entidades Tradicionalistas a ele filiadas, quer pelas Coordenadorias Regionais, tem que cooperar na conquista do bem comum, especialmente no que tange às condições de ordem moral, material e institucional. Muitos eventos são feitos em defesa da nossa Produção Rural e Campeira, isto é uma busca do bem comum referente à ordem institucional, especialmente no que se refere a sistemas econômicos, que ensejam a produção e justa distribuição de riquezas.

Temos a consciência de que muita coisa já foi feita, muito está se fazendo e muito tem a fazer. Para termos condições de projetar a tradição gaúcha, nossos usos, nossos costumes, necessitamos de inúmeros serviços, os quais geram renda e distribuição de riqueza, melhor qualidade de vida, enfim geramos uma enorme fonte de renda à sociedade gaúcha.

Nós tradicionalistas temo o compromisso protocolar de trabalhar e auxiliar o MTG a intensificar suas atividades em defesa do bem coletivo, do bem comum.

Assim encerramos mais um Proseando com Ratinho Chaves, onde trouxemos este item da Carta de Princípios do MTG, para uma reflexão mais profunda sobre este importante aspecto que está na lei do MTG.

* (Responsabilidade do texto: Foi elaborado e aprovado no 1º Fórum Tradicionalista realizado em agosto de 2001 pelo MTG é da 1ª Região Tradicionalista).

“Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra”.

Sobre Leandro Chaves

Leandro Chaves
Professor e Tradicionalista. Filho de Italmir Maldonado Chaves (in memoriam) e Ana Maria Castro Chaves. Exerceu diversas funções em Entidades Tradicionalistas de São Gabriel; foi Sota-Capataz e Tesoureiro da 18ª Região Tradicionalista. Atualmente integra o Departamento Social do CTG Tarumã. É o idealizador do Mennatchê, um evento tradicionalista realizado no mês de Setembro, dentro de uma Escola Pública, que tem como objetivo cultuar as tradições do RS.

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