quarta-feira, 17 Janeiro 2018
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Desfiles, rodeios e cavalgadas NÃO estão suspensos

Com a permissão de nosso Patrão Celestial, estamos mais uma vez pedindo licença para juntos prosearmos em mais uma semana com os Gaúchos e Gaúchas deste Rio Grande de Deus.

Nesta semana o PROSEANDO COM RATINHO CHAVES, trás uma prosa sobre o Desfile Farroupilha, as Cavalgadas da Chama Crioula e os tradicionais Rodeios e Festas Campeiras, pois existem muitas dúvidas em relação de estarem ou não proibidas de serem realizados, devido à doença do Mormo.

Nenhum evento está proibido, todos OS EVENTOS ESTÃO LIBERADOS, mas com a GTA do animal em mãos de seu proprietário, vejamos a nota da SECRETARIA ESTADUAL DE AGRICULTURA do Estado do Rio Grande do Sul:

Evitar a proliferação da doença do Mormo é uma necessidade e prioridade tanto da Secretaria da Agricultura e Pecuária quanto de entidades ligadas ao setor e que compreendem a importância da exigência da GTA e do exame de negativo do Mormo tanto para o trânsito quanto a participação de animais em eventos com aglomeração.

Representantes de entidades como MTG, Farsul, Federação Gaúcha de Laço, Abccc e MAPA estiveram reunidos com o Secretário da Agricultura e Pecuária Ernani Polo e com técnicos da Secretaria, para discutir a situação do Rio Grande do Sul.

Desde o primeiro caso da doença, registrado em Rolante no mês de junho, em razão de uma normativa do Ministério da Agricultura, para conseguir a emissão da Guia de Transporte Animal – GTA – o produtor deve apresentar o exame de negativo para Mormo.

A nova realidade causou dúvida sobre como proceder em eventos onde tradicionalmente há participação massiva de equinos.

Nós não estamos cancelando nem proibindo eventos como desfile farroupilha, rodeios e cavalgadas. Em função desse caso positivo de mormo passamos a exigir o exame negativo da doença por uma determinação de legislação federal e para que a doença não se espalhe, prevenindo assim tanto a saúde animal quanto pública, já que o mormo é uma doença fatal, sem cura e transmissível para seres humanos e em 100% dos casos leva a óbito”, explica o secretário Ernani Polo.

Participaram da reunião o presidente da Farsul Carlos Sperotto, o presidente do MTG ManoelitoSavaris, o vice-presidente Francisco Fleck, o presidente da Federação Gaúcha de Laço Cleber Vieira, representante do Ministério da Agricultura Bernardo Todeschini e Arlindo Emmel, representando a Comissão da Agricultura da Assembleia Legislativa.

Situação atual no Estado

Desde o primeiro caso em Rolante foram realizados cerca de 6 mil exames em todo o Rio Grande do Sul. Dos exames realizados, 11 deram positivo (suspeito) e foram encaminhadas novas coletas para contraprova no laboratório oficial do Ministério da Agricultura em Pernambuco e ainda não retornaram. As suspeitas foram registradas em diferentes regiões do estado como Litoral Norte, Fronteira Oeste e no Noroeste. Não havendo nenhum caso positivo no período de seis meses desde o primeiro foco, o Estado pode requerer ao Ministério da Agricultura retorno do status anterior de livre do mormo, sem mais ter a necessidade de exigir o exame, prazo esse que se encerra no início de dezembro.

                O que dizem as entidades:

Farsul

         “Esse é um tema que precisamos tratar com visão técnica. As posições colocadas por todos os organismos de defesa nos permitem recomendarmos que os animais não transitem sem a GTA, logo, que tenham o exame de negativo para a doença”.

Carlos Sperotto, presidente. 

 MTG

“Nós somos a favor do cumprimento da legislação e sempre a favor da defesa animal, o que nesse momento só é possível com a exigência do exame”.

         Estamos divulgando o exame e orientando os criadores. Já temos no Rio Grande do Sul, de oito a nove mil cavalos testados e com resultado negativo. Acredito que até o dia 20 de setembro, teremos 30 mil. No desfile, em Porto Alegre, cerca de 2,5 mil equinos costumam participar, mas queremos deixar claro que, só irão sair para a rua aqueles que estiverem em dia com o exame — explica Manoelito. Manoelito  Savaris, presidente

ABCCC

“Pelo que vimos a Secretaria está com a questão sob controle agindo da melhor forma possível.  Temos que disseminar essas atitudes legítimas e estimular que todos façam o exame para que não haja a disseminação da doença”. Francisco Fleck, vice presidente

Federação Gaúcha de Laço

“Nós estamos totalmente de acordo com a exigência do exame, e temos passado isso para todos os nossos 19 mil associados em todo o Estado. A situação é séria, todos precisam colaborar”. Cléber Vieira, presidente

Como fazer o exame?

No site www.agricultura.rs.gov.br, na direita da página onde está escrito Mormo, há uma lista com os laboratórios habilitados para realizar o exame e também uma lista de veterinários credenciados. O produtor pode também procurar um profissional de sua confiança. A coleta é feita na propriedade e encaminhada para um dos 19 laboratórios de todo o Brasil.

Qual valor?
         Conforme levantamento realizado essa semanao valor cobrado na maioria dos laboratórios é R$ 45. Em alguns os clientes encontram variação de cinco reais, para mais ou para menos. Apenas em um dos laboratórios o preço era mais salgado: R$ 75 para veterinário e R$ 85 para proprietário.

Exames em lote

O valor total do exame envolve três fatores: preço cobrado pelo laboratório, valor da consulta do veterinário e do sedex para fazer o envio. Quem tiver mais de um animal para participar de atividades, ou então tenho conhecidos que também precisam fazer o exame, pode fazer mais de um por vez.

Onde ficam os laboratórios?

Os mais próximos ficam em São Paulo (e na maioria o valor não passa de R$ 55,00). Há também laboratórios em Pernambuco, Alagoas, Rio de Janeiro, Bahia, Maranhão, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Piauí. No Rio Grande do Sul apenas um laboratório está em processo de liberação para que possa realizar o teste.

Situação dos Desfiles de 20 de setembro

Algumas cidades do interior do Rio Grande do Sul cancelaram o Desfile Farroupilha por conta do mormo, uma doença grave que atinge cavalos, jumentos, mulas e, até mesmo, seres humanos, tais como: Vila Nova do Sul, Santa Margarida do Sul, Paraíso do Sul, Tupaciretã, Bagé, Jaguari, Caçapava do Sul, Dom Pedrito, Júlio de Castilhos, São Borja, Livramento, Lavras do Sul, Piratini e Vacaria.

Desde junho, quando foi confirmado o primeiro caso no Estado, no município de Rolante, no Vale do Paranhana, o governo passou a exigir um exame para todos os animais que participam de eventos, certificando que ele não está infectado pela doença.

De acordo com o MTG-RS, grupo que cuida dos festejos farroupilhas, Porto Alegre está livre da doença e tanto o Desfile, quanto o Rodeio e Acampamento Farroupilha estão mantidos, desde que os participantes estejam com a documentação em dia.

Segundo o presidente da entidade, ManoelitoSavaris, para participar de qualquer atividade com concentração de animais, os cavalos devem ter Guia de Trânsito Animal, que aprove a circulação dos cavalos, comprovar vacina contra Influenza e resultados negativos para anemia e mormo. O Estado tem 575 mil cavalos registrados, sendo que destes, 100 mil participam de eventos.

Os municípios que cancelaram os Desfiles Farroupilhas alegam que, além de não conseguirem realizar os exames a tempo, o preço de cada teste da doença de mormo é elevado e que muitos criadores não tem condições de pagar.

Segundo o MTG, veterinários coletam o sangue do cavalo e direcionam para laboratórios fora do Estado, já que no RS não existem local certificado para realizar o teste. Este custo fica em torno de R$ 100, por cavalo, e o exame dura dois meses.
MORMO – Sem cura

Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, órgão que fiscaliza as documentações dos animais, até o momento, um caso da doença de mormo está confirmado no Estado e outros 19 animais estão sob suspeita, aguardando resultado.

Conforme o  responsável pelo Programa de Sanidade de Equinos, Gustavo Diehl, a doença teria vindo ao RS por Santa Catarina, onde um cavalo de Rolante teria participado de um rodeio clandestino, ou seja, evento que não exige exames da saúde dos animais. Após constatada a doença, o cavalo foi sacrificado.

— Os criadores precisam estar cientes da importância dos exames de mormo. Acreditamos que a situação está sob controle, mas não podemos negligenciar o risco. A doença não tem cura e nem vacina, tem alta taxa de mortalidade em cavalos e, quando atinge seres humanos, é fatal.

Fiscalização

Até 2013, quando os animais saiam do Estado para ir a algum outro com risco da doença de mormo, os animais eram submetidos aos exames. Porém, a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio admite que, da metade de 2013 até o fim de 2014, não multou quem não apresentava resultado negativo para o teste de mormo, o criador era apenas autuado, por determinação do governo da época.
Segundo Gustavo, alguns eventos estavam sendo cancelados pela falta do exame, e por isso a obrigatoriedade foi suspensa. Atualmente, a multa para quem não tiver a comprovação do teste é de 100 upfs, ou seja, em torno de R$ 1500.

O que é a doença de mormo?

O mormo é uma doença infectocontagiosa grave que ataca os equídeos (animais como cavalos, jumentos e mulas), mas que pode acometer outras espécies, como o homem.

  • A doença é causada pela bactéria Burkholderiamallei. Os sintomas são: febre, tosse, corrimento nasal com pus, edema dos gânglios e linfonodos, emagrecimento do cavalo, assim como feridas na pele.
  • A contaminação acontece pelo contato com pus, secreção nasal, urina ou fezes. A bactéria penetra por via digestiva, respiratória, genital ou cutânea (por lesão). O germe cai na circulação sanguínea e depois alcança os órgãos, principalmente pulmões e fígado.
  • A disseminação da doença no ambiente ocorre através da água, alimentos, bebedouros e equipamentos de montaria compartilhados. A mosca também pode contribuir para a disseminação da bactéria, além de contato com urina e fezes de animais contaminados.
  • Se o animal estiver infectado, a primeira medida a ser tomada é notificar a Defesa Sanitária (3288.6200). Depois, isolar a área de infecção e os animais suspeitos. Os animais com mormo devem ser sacrificados, podendo ser enterrados ou cremados. O local onde o animal vivia deve ser bloqueado e suspenso o trânsito de outros animais da propriedade.

Acreditamos que tivemos a oportunidade de sanar algumas dúvidas sobre o Desfile de 20 de setembro, Cavalgadas e Rodeios, da qual NÃO ESTÃO PROIBIDOS de serem realizados por qualquer entidade, desde que, os animais equinos estejam todos com o exame realizados e liberados pela Secretaria Estadual de Agricultura.

Encerramos assim mais um PROSEANDO COM RATINHO CHAVES, onde agradecemos a todos os gaúchos por mais este convívio semanal e desejamos a todos uma ótima semana, com muita paz, saúde e realizações.

“Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra”.

Sobre Leandro Chaves

Leandro Chaves
Professor e Tradicionalista. Filho de Italmir Maldonado Chaves (in memoriam) e Ana Maria Castro Chaves. Exerceu diversas funções em Entidades Tradicionalistas de São Gabriel; foi Sota-Capataz e Tesoureiro da 18ª Região Tradicionalista. Atualmente integra o Departamento Social do CTG Tarumã. É o idealizador do Mennatchê, um evento tradicionalista realizado no mês de Setembro, dentro de uma Escola Pública, que tem como objetivo cultuar as tradições do RS.

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Feliz Ano Novo …

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