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Durante os Festejos Farroupilhas – Importantes Informações

Coma permissão do Patrão Celestial estamos mais uma vez proseando com cada gaúcho deste chão sulino que está espalhando por esse mundo grande de Deus.

Encerrado mais um festejo farroupilha, recebemos informações sobre dois importantes temas de nossa cultura rio-grandense, um relacionado aos 50 anos do MTG e outro ao setor ORIZICOLA. Vamos trazer também o editorial do Presidente do MTG.

Sessão Solene em homenagem aos 50 anos do MTG será em outubro

O Movimento Tradicionalista Gaúcho, criado no ano de 1966, completa neste ano de 2016, 50 anos de fundação. Para assinalar esta data, o deputado federal Afonso Hamm, é o proponente de Sessão Solene em homenagem a entidade. O evento está marcado para o dia 11 de outubro, às 10h, no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília. O evento será transmitido ao vivo pelo canal da TV Câmara.

O deputado Afonso Hamm, que tem forte ligação com o tradicionalismo e na Câmara dos Deputados tem defendido a manutenção dos Rodeios, ressalta a importância desse evento para demonstrar a valorização do movimento.

O MTG/RS, presidido por Nairioli Antunes Callegaro, une diferentes gerações e congrega mais de 1700 entidades tradicionalistas legalmente constituídas, conhecidas por Centro de Tradições Gaúchas e outras denominações como piquetes e departamentos tradicionalistas. Esta entidade, criada no Rio Grande do Sul e espalhada em todo Brasil, inclusive em outros países, tem como propósito resgatar o desenvolvimento da cultura tradicional gaúcha, por entender que o tradicionalismo é um meio de formação de cidadania.

Evento          – Sessão Solene em homenagem aos 50 anos do MTG

Data               – 11 de outubro (quarta-feira)

Horário         – 10h

Local              – Plenário da Câmara dos Deputados

Banco do Brasil facilita renegociação das dívidas dos arrozeiros

O deputado federal Afonso Hamm recebeu com satisfação a informação de que a partir desta segunda, 12 de setembro, o Banco do Brasil começou adotar novos parâmetros para as renegociações das dívidas dos produtores de arroz atingidos pelos excessos de chuvas na última safra.

O assunto, pauta de vários encontros articulados pelo parlamentar com o ministro da agricultura, Blairo Maggi e dirigentes da instituição financeira, além de representantes do setor arrozeiro e produtores, foi discutido novamente durante a Expointer, onde o setor orizicola reivindicou a desburocratização das renegociações que até o momento estavam paralisadas.

O Banco do Brasil adotou medidas coerentes com o fluxo de caixa dos produtores que tiveram perdas, lançando normativa com o objetivo de agilizar e tornar menos burocrática as renegociações que estavam até então paralisadas.

Para o deputado, essa decisão do Banco do Brasil representa um fôlego aos produtores rurais, que poderão renegociar suas dívidas e ter acesso aos novos créditos. “Estamos orientando os produtores que procurem sua agência bancária para formalizar a renegociação o quanto antes, para não comprometermos o próximo período de plantio”, ressalta.

De acordo com a normativa enviada às agências, aos produtores que perderam entre 10% e 25% da produção será necessária uma entrada de 40% do valor do financiamento e parcelamento em três anos. Já para quem perdeu de 26% a 50%, serão 25% de entrada e o restante em quatro anos. E quem perdeu acima de 50% da sua safra, que foi grande parte dos produtores do Rio Grande do Sul, terá parcelamento direto em cinco anos.

Editorial do Presidente – Somos todos gaúchos

Que sentimento é este que nos move e que nos toma a todos no mês de setembro, independente de sermos tradicionalistas ou não? A cada setembro renasce esse espírito em cada gaúcho, homem, mulher, criança…

A chama crioula percorre todos os rincões de nosso estado e  carrega este sentimento, refletindo vontades coletivas e individuais. Que poder é este, fascinante, envolvente, apaixonante, que nos faz trabalhar, abdicar de nossas vontades pessoais, profissionais, e até mesmo familiares, levando a uma dedicação que transcende nosso entendimento? É algo que nos une, fortalece, nos aponta um caminhar único, uma só direção. A cada mate, cevado e compartilhado, temos a oportunidade de refletir sobre nossa sociedade, nossas ações, o que realmente estamos contribuindo ou simplesmente ficamos a exigir, cobrar e não indicarmos novos rumos, novos caminhos, somente preocupados com interesses pessoais, de pequenos grupos. Por isso, a cada ano, setembro chega para revigoramos estas posições, para refletirmos, para quem sabe recomeçarmos, para entendermos o motivo pelo qual festejamos o vinte de setembro.

Acima de festas, bailes, comemorações, devemos mergulhar em uma profunda reflexão de nossas posições, ações e comportamento. Este sentimento que invade a todos é algo diferenciado, que nos faz sermos um só. Talvez sejamos os centauros de outrora que defendiam com altivez, coragem, determinação e honradez seus ideais. Mas este sentimento é de pertencimento à nossa identidade regional, nossa cultura, nossas raízes, nossa formação, é algo que vem de geração em geração, é uma apropriação que devemos fazer de nossa história, mostrar quem somos, de onde viemos e para onde vamos, termos orgulho, fazermos valer e respeitar nossas posições. Acima de tudo, de qualquer evento criado, formatado, este algo que pertence a todos, o sentimento de sermos Gaúchos, os valores que lutamos para preservar, manter. Setembro permite mergulharmos com intensidade neste sentimento que é único, que é nosso, que é do Rio Grande, que nos inflama o peito, enche os olhos ao cantarmos o Hino Rio-Grandense com orgulho e altivez, porque ele nos identifica, diz quem somos, mostra nosso DNA. Estes momentos atuais, que vivenciamos, são construídos por todos, pela sociedade, por todas as classes, afinal este sentimento vem da alma, do coração de cada Gaúcho, é o nosso SER.

“Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra”.

Sobre Leandro Chaves

Leandro Chaves
Professor e Tradicionalista. Filho de Italmir Maldonado Chaves (in memoriam) e Ana Maria Castro Chaves. Exerceu diversas funções em Entidades Tradicionalistas de São Gabriel; foi Sota-Capataz e Tesoureiro da 18ª Região Tradicionalista. Atualmente integra o Departamento Social do CTG Tarumã. É o idealizador do Mennatchê, um evento tradicionalista realizado no mês de Setembro, dentro de uma Escola Pública, que tem como objetivo cultuar as tradições do RS.

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