segunda-feira, 22 outubro 2018
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Entidades reunidas apoiam decisão da Secretaria no combate ao Mormo

Fonte: Gabriel Munhoz/Bethânia Helder

Evitar a proliferação da doença do Mormo é a prioridade tanto da Secretaria da Agricultura e Pecuária quanto de entidades ligadas ao setor e que compreendem a necessidade da exigência do exame de livre da doença para participar de eventos com aglomeração de cavalos.

Representantes de entidades como Farsul, MTG, Federação Gaúcha de Laço e Abccc estiveram reunidos  com o secretário da Agricultura e Pecuária Ernani Polo e técnicos da Secretaria para discutir a situação do Rio Grande do Sul. Desde o primeiro caso da doença, registrado em Rolante no mês de junho, em razão de uma normativa do Ministério da Agricultura, para conseguir a emissão da Guia de Transporte Animal – GTA – o produtor deve apresentar o exame de negativo para Mormo.  A novidade causou dúvida em alguns municípios sobre como proceder em eventos onde tradicionalmente há participação massiva de equinos.

“Nós não estamos cancelando nem proibindo eventos como desfile farroupilha, rodeios e cavalgadas. Apenas aplicamos a determinação federal para que a doença não se espalhe, preservando assim tanto a saúde animal quanto pública, já que a doença é transmissível para seres humanos e em 100% dos casos leva a óbito”, explica o secretário Ernani Polo.

Participaram da reunião o presidente da Farsul Carlos Sperotto, o presidente do MTG Manoelito Savaris, o vice-presidente Francisco Fleck, o presidente da Federação Gaúcha de Laço Cleber Vieira, além de representantes do deputado estadual Adolfo Britto.

O mormo
Registrado pela primeira vez no Rio Grande do Sul, o mormo é uma doença infecciosa que ataca equinos. A gravidade da enfermidade se dá por vários motivos. O primeiro é que não há vacina para combate-la. Uma vez diagnosticado o animal como positivo a única saída é seu sacrifício. Mais grave ainda é que ela pode ser transmitida para o ser humano e também não há cura, em 100% dos casos leva a morte. As principais implicações são febre, úlceras na mucosa nasal, descarga nasal purulenta ou sanguinolenta, abscessos nos linfonodos e dispneia.

Situação atual no Estado:
Desde o primeiro caso em Rolante foram realizados cerca de 6 mil exames em todo o Rio Grande do Sul. Desses 17 foram enviados para o laboratório oficial do Ministério da Agricultura em Brasília para a confirmação e, sete voltaram negativos. Com mais um caso recente agora são 11 que ainda precisam ser avaliados. As suspeitas foram registradas em diferentes regiões do estado como Litoral Norte, Fronteira Oeste e no Noroeste.

 O que dizem as entidades:

Farsul:
Esse é um tema que precisamos tratar com visão técnica. As posições colocadas por todos os organismos de defesa nos permitem recomendarmos que os animais não transitem sem a GTA, logo, que tenham o exame de negativo para a doença”.
Carlos Sperotto, presidente.

MTG:
“Nos somos a favor do cumprimento da legislação e sempre a favor da defesa animal, o que nesse momento só é possível com a exigência do exame”.
Manoelito  Savaris, presidente

ABCCC
“Pelo que vimos a Secretaria está com a questão sob controle agindo da melhor forma possível.  Temos que disseminar essas atitudes legítimas e estimular que todos façam o exame para que não haja a disseminação da doença”.
Francisco Fleck, vice presidente

Federação Gaúcha de Laço
“Nós estamos totalmente de acordo com a exigência do exame, e temos passado isso para todos os nossos 19 mil associados em todo o Estado. A situação é séria, todos precisam colaborar”.
Cléber Vieira, presidente

Como fazer o exame?
No site www.agricultura.rs.gov.br, na direita da página onde está escrito Mormo, há uma lista com os laboratórios habilitados para realizar o exame e também uma lista de veterinários credenciados. O produtor pode também procurar um profissional de sua confiança. A coleta é feita na propriedade e encaminhada para um dos 19 laboratórios de todo o Brasil.

Qual valor?
Conforme levantamento realizado essa semana, o valor cobrado na maioria dos laboratórios é R$ 45. Em alguns os clientes encontram variação de cinco reais, para mais ou para menos. Apenas em um dos laboratórios o preço era mais salgado: R$ 75 para veterinário e R$ 85 para proprietário.

Exames em lote
O valor total do exame envolve três fatores: preço cobrado pelo laboratório, valor da consulta do veterinário e do sedex para fazer o envio. Quem tiver mais de um animal para participar de atividades, ou então tenho conhecidos que também precisam fazer o exame, pode fazer mais de um por vez.

Onde ficam os laboratórios?
Os mais próximos ficam em São Paulo (e na maioria o valor não passa de R$ 55,00). Há também laboratórios em Pernambuco, Alagoas, Rio de Janeiro, Baia, Maranhão, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Piauí. No Rio Grande do Sul apenas um laboratório está em processo de liberação para que possa realizar o teste.

Fonte: www.agricultura.rs.gov.br

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