terça-feira, 18 setembro 2018
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Extinta a Fundação IGTF

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul acaba de aprovar (neste momento são 8.30 hs) a extinção da Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore.

E nós, cultores das tradições gaúchas, como devemos nos portar diante do fato?

Devemos lamentar por pessoas que realmente labutaram por esta instituição e cito como exemplo Hélio Moro Mariante, Paixão Côrtes e Edson Oto. Contudo, sabe-se bem que o IGTF, há bastante tempo, tornou-se um cabide de empregos dos partidos que governam o Estado (no momento tem 2 funcionários concursados e 7 CCs) e um rodízio de amigos na administração. Poucas vezes foram posicionadas na diretoria deste órgão pessoas técnicas realmente preocupadas em pesquisa e preservação de nossos costumes. E o pior é que, com toda esta disponibilidade de pessoal, o Instituto tornou-se inoperante.

Em relação a apoio a eventos voltados para o culto específico das tradições crioulas, o IGTF saiu do rumo voltando suas ações para a “diversificação de culturas”, esquecendo-se das raízes. Houve época em que o Site desta instituição pública só se reportava a carnaval.

Entendemos que o folclore vai além do tradicionalismo/nativismo mas, como característica primordial de nosso Estado, deveriam receber uma atenção especial, coisa que não vinha acontecendo há muito tempo.

Então fica a pergunta. Embora com todos estes problemas estruturais, é correta a extinção?

Claro que não. Não se liquida cultura. Entretanto é mais fácil queimar a mesa tomada por cupins do que tentar trata-la.

Fonte: Blog do Léo Ribeiro.

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