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Festa do Churrasco movimenta cerca de 20 mil visitantes

No Parque do Gaúcho – Imagem destaque / Érica Eickoff.

Conforme a organização, o Parque do Gaúcho recebeu, durante o final de semana, cerca de 20 mil visitantes na 14ª edição da Festa Internacional do Churrasco. Tradicional no calendário do município, o evento busca congregar os amantes da carne regional e os adeptos das tradições gaúchas. Em função de problemas financeiros, enfrentados pela prefeitura, não foi possível a realização da 13ª Galponeira. A ausência do festival nativista foi uma das principais queixas dos cidadãos que estiveram no local.

A festa iniciou na sexta-feira, com as provas campeiras. Também houve apresentações artísticas de invernadas de Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) locais. Após o tradicional “assado” de domingo, o parque sediou competições de Veloterra, Jeep Cross, corrida de galgos na cancha reta e exibições do clube de aeromodelismo.

Na avaliação do vice-prefeito e coordenador do evento, Carlos Alberto Fico, mesmo com a contenção de despesas, a festa atingiu as expectativas da gestão municipal. “Foi dentro do esperado. Ao contrário do que dizem, não é um local de regalias. Tivemos várias atividades. O que não aconteceu foi a Galponeira. Não podemos deixar de ter uma dose de frustração, pois é um festival que já é consolidado. Mas seria mais vergonhoso se fizéssemos e não pagássemos os músicos”, enfatiza.

Companheirismo

O ápice do evento ocorreu no domingo, ao meio-dia, momento propício para uma reunião de amigos e familiares. É nesse contexto que se insere um grupo de aproximadamente 40 pessoas. O contabilista Girley Vaz Dutra, 52 anos, conta que participam da festa há 12 anos. “A estrutura é sempre a mesma. Está boa. O que percebemos, dessa vez, é que diminuiu bastante o público. Muito em função da Galponeira”, observa. Já o construtor civil Richardis Flores, 37 anos, aponta outro fator como determinante na redução de frequentadores no Parque do Gaúcho: a doença mormo. “Tirando os participantes do tiro de laço, que estão legalizados, não há mais o pessoal que transitava a cavalo por aqui”, salienta.

O churrasco dos amigos envolveu costela bovina, borrego, leitão e linguiça. Para o grupo, o momento é uma oportunidade de integração. “Os nossos dias são bem corridos. Temos que ter um momento para rir. No nosso caso, somos sempre os primeiros a chegar ao parque e os últimos a sair. Não nos retiramos enquanto a carne não terminar”, ressalta Flores.

Comércio

Para os vendedores ambulantes instalados no local, as vendas não corresponderam às perspectivas iniciais. O vendedor de “espetinhos”, Paulo César Dutra, 58 anos, conta que a movimentação foi baixa. “Foi muito fraca. Entre às 10h da manhã e às 13h30min (domingo), tinha vendido uns quatro ou cinco. O pessoal estava adquirindo mais os lanches. Faz mais de quatro anos que venho na Festa do Churrasco. Percebo que está diminuindo cada vez mais. O público não se interessa”, comenta.

O vendedor de indumentárias tradicionalistas, Paulo Oliveira, 22 anos, diz que a maior procura por artigos foi no domingo. Mesmo assim, foi aquém do esperado. “O que mais saiu foi lenço, alpargata e jaquetas. Não foram tão boas as vendas. Creio que o evento foi divulgado há poucas semanas. Antes, era mais organizado”, reclama.

Módulo

Inaugurado na tarde de sexta-feira, o módulo da Brigada Militar funcionou normalmente durante o final de semana. Segundo o sargento do Pelotão de Operações Especiais (POE), Jesoni Godinho, nenhuma ocorrência foi atendida. “Teve pouca gente no evento. Foi tudo tranquilo”, analisa.

Campismo

Integrada à Festa Internacional do Churrasco, a segunda edição do encontro do grupo de campismo “Não temos pressa, estamos em casa”, chamou atenção dos presentes. Os cerca de 70 motorhomes permanecerão acampados no Parque do Gaúcho até o dia 16 de novembro. Conforme o organizador Tide Ferreira, o evento já está integrado no calendário oficial do município. Isso por meio de decreto assinado no ano passado, pelo prefeito Dudu Colombo. A perspectiva para a edição de 2017 é de que empresas especializadas em motorhomes e demais veículos voltados para a prática do campismo exponham produtos em Bagé.

Um dos principais lemas do grupo é a solidariedade. Ferreira pondera que, onde os integrantes passam, contribuem para uma instituição filantrópica. Neste ano, a beneficiada foi a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Bagé (Apae). Na manhã de sábado, foram entregues 800 litros de leite para a entidade. “É bom salientar que movimentamos a economia da cidade, pois arcamos com todos os nossos gastos. Só de combustível, foram em torno de oito mil litros abastecidos em Bagé. Alcançamos todos os nossos objetivos”, declara.

Fonte: Folha do Sul.

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