Capa » ÚLTIMOS CHASQUES » I Baile do Masquê – CTG Brazão do Rio Grande – Canoas/RS

I Baile do Masquê – CTG Brazão do Rio Grande – Canoas/RS

Aniversário dos Caudilhos:

I Baile do Masquê: Um baile de máscaras gaúcho, baseado nas pesquisas de Paixão Côrtes.

Local: CTG Brazão do Rio Grande – Canoas/RS

Rua: Men de Sá, esquina com rua Borges de Medeiros
Bairro: Nossa Senhora das Graças – Chácara Barreto
Entre a AABB e a Base Aérea

Data: 16 de maio de 2015
Valor: 20,00
Animação: Grupo Ponta-e-taco
Maiores informações: (51) 8112-8369/ (51)3466-9809

  • Café colonial na madrugada
  • Traga sua máscara ou adquire no local
  • Concursos de grupos de Masquê
  • Prêmio para melhor máscara
  • Prêmios diversos

Entenda o que é o Baile do Masquê (Baile de Máscaras)

É um dos troncos mais frondosos da nossa tradição folclórica, rural e espontânea do homem do sul. Vinda de raiz portuguesa e açorita, o masquê é uma apresentação de danças do nosso folclore (pezinho, carangueijo, chimarrita, chotes, rancheiras, valsas, vaneiras, e tantas mais), realizada somente por homens mascarados (de homens e mulheres) formando pares. Apresentam-se geralmente em festas de conotação religiosa, como representando o lado pagão da mesma, incluindo as Festas do Divino Espírito Santo ou do Padroeiro.

O número dos pares que se apresentam são oito, doze ou dezesseis, mais o casal “Barba-de-Pau”. Este casal não dança com o grupo, mas é o principal encarregado da parte cômica. Correm, dançam, divertem as crianças e adultos durante todo o tempo, assustando e enxotando os que tentam atrapalhar a dança entrando na sala durante a apresentação. Ele apresenta-se com um macacão revestido de barba-de-pau, também chamado de Gorila. Ela, com trejeitos ora femininas, ora masculinas; é escandalosa, divertida e engraçada.

O Masquê não tem conotação carnavalesca. É uma manifestação sulina e rural, com outras características, apesar de ser engraçada. Não possui também ligações desrespeitosas (como prostituição, por exemplo). É uma representação séria e teatral, com danças e aspectos dramatizados, como se vê nas vestes travestidas e mascaradas dos participantes.

Apesar de ter nascido no campo e no meio do divertimento social e comunitário, sabendo dos aspectos acima citados, nada impede de hoje realizarmos o mesmo em um CTG, como resgate desta manifestação (inexistente em outros lugares do estado do RS hoje, a não ser no nosso litoral gaúcho), entregando uma introdução da mesma aos participantes e frequentadores de nossas entidades tradicionalistas. A partir de seus interesses, mais apurados, esperamos que busquem maiores informações e contatos com as nascentes do mesmo baile, no nosso litoral gaúcho, tão fértil e enriquecedor para a manutenção e preservação do nosso tronco açoriano e gaúcho.

Até hoje não se sabe com exatidão a origem do “Masquê”. Possivelmente veio da DANÇA DOS VELHOS: representação açoriana no Brasil, encontrada inclusive no Rio de Janeiro e em São Gabriel, já no nosso estado do RS. É açoriana e portuguesa, de certeza. Sabemos que havia um instrutor há mais de cem anos, e que preparava todos os grupos para apresentarem-se em diversos municípios e localidades do RS.

Tanto quanto a Carreira de Bois é típica do Vale do Jacuí, o Baile do Masquê é uma tradição que se cultiva principalmente na região litorânea (único reduto hoje desta manifestação que tentamos manter e recuperar de maneira mais abrangente).

— Esta tradição que imita o teatro grego, segundo referências de Barbosa Lessa e Paixão Côrtes, em “Danças e Andanças da Tradição Gaúcha” (1975), onde apenas os homens tinham participação social, realizando-se numa pista improvisada, na área vizinha à igreja ou no próprio salão paroquial — relata o Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF) na 8a. edição de seus cadernos gaúchos, dedicada ao “Folk Festo e Tradições Gaúchas”.

Os homens participantes do Baile do Masquê têm em geral 20 a 60 anos, desempenham atividade rural e geralmente são acompanhados na brincadeira por suas famílias. As roupas, como relata o IGTF, são feitas ou adaptadas pelas esposas, noivas, irmãs, namoradas e familiares. Exibem-se vestidos de mulher mas isto, na comunidade, não representa qualquer atentado ou ofensa à hombridade dos participantes e à fama de “durão” do homem gaúcho.

O “Baile” transforma-se em uma grande diversão para a comunidade. Os participantes, por sua vez, têm seu momento de glória ao exibir, para o público, seus dotes como dançarinos de danças conhecidas como o Pezinho, Caranguejo e Cana-Verde, Quadrilha e Rancheiras.

Não se trata, porém, de uma dança exclusiva do Rio Grande do Sul. Taunay, em seu livro “Visitantes do Brasil Colonial”, relatou manifestação semelhante no Rio de Janeiro, em meados do século XVIII.

Assim, disto tudo citado, e de maneira literária (apenas), foi que montamos e resgatamos (mesmo de maneira introdutiva e simbólica) a manifestação do BAL MASQUÊ existente em nosso estado. Nossas bibliografias foram apenas o IGTF, em suas publicações, e o livro FOLCLÓRE GAÚCHO – festas, bailes, música e religiosidade rural, de João Carlos Paixão Côrtes.

Esperamos que venha a es tornar uma referencia de cultura e de fomentação das tradições rurais, integrando nosso meio espontâneo com nossos movimentos tradicionalistas e nativistas do estado!

Fonte: Facebook CTG Brazão do Rio Grande

BOMBEIA TAMBÉM, TCHÊ!

ERVA-MATE ESSÊNCIA GAÚCHA

Procura-se DISTRIBUIDOR para a Erva-mate Essência Gaúcha na cidade de São Gabriel e região. Para ...