terça-feira, 16 Janeiro 2018
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Indumentária Gaúcha (parte 2)

Estamos mais uma vez lhe pedindo licença, para juntos prosearmos sobre as nossas tradições gaúchas.

Nesta semana vamos seguir a nossa prosa sobre a indumentária gaúcha, desta vez sobre a pilcha feminina, onde mostraremos o que podemos considerar de correto no uso de nossa indumentária, pois além do que é permitido, se torna um modismo.

As DIRETRIZES PARA A PILCHA GAÚCHA do MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO conforme a 76ª Convenção Tradicionalista Gaúcha – Taquara, 29 de julho de 2011, com alteração do artigo 3º, Inciso I, letra f pela 79ª Convenção Tradicionalista de julho de 2014, nos diz o seguinte:

II – PILCHA FEMININA

A – SAIA E BLUSA OU BATA

1 – Saia: com a barra no peito do pé, godê, meio-godê ou em panos.

2 – Blusa ou bata: de mangas longas, três quartos ou até o cotovelo (vedado o uso de “boca de sino” ou “morcego”), decote pequeno, sem expor os ombros e os seios, podendo ter gola ou não.

3 – Bordados e pinturas: se utilizados, devem ser discretos. As pinturas com tintas para tecidos.

4 – Tecidos: lisos. Nas Blusas ou batas, mais encorpadas.

5 – Cores: escolher cores harmoniosas e lisas, esquecendo as cores fortes, proibidas as cores berrantes e fosforescentes.

6 – Cuidados: Nas apresentações artísticas, o traje feminino deve representar a mesma classe social do homem.

7 – Vedações: enfeites dourados, prateados, pinturas a óleo e purpurinas. 8 – Este traje não é autorizado para as categorias mirim e juvenil.

B – SAIA E CASAQUINHO

1 – Saia: com a barra no peito do pé, godê, meio-godê ou em panos.

2 – Casaquinho: de mangas longas (vedado o uso de mangas “boca de sino” ou “morcego”), gola pequena e abotoada na frente.

3 – Bordados e pinturas: se utilizados, devem ser discretos. As pinturas com tintas para tecidos.

4 – Tecidos: lisos. Nas Blusas ou batas, mais encorpadas.

5 – Cores: escolher cores harmoniosas e lisas, esquecendo as cores fortes, proibidas as cores berrantes e fosforescentes.

6 – Cuidados: Nas apresentações artísticas, o traje feminino deve representar a mesma classe social do homem.

7 – Vedações: enfeites dourados, prateados, pinturas a óleo e purpurinas.

8- Roupa de época: a saia deve ser lisa. O casaquinho poderá ter bordados discretos. 9 – Este traje não é autorizado para as categorias mirim e juvenil.

C – VESTIDO

1 – Modelo: Inteiro e cortado na cintura ou de cadeirão ou ainda corte princesa com barra da saia no peito do pé, corte godê, meio-godê, franzido, pregueado, com ou sem babados.

2 – Mangas: longas, três quartos ou até o cotovelo, admitindo-se pequenos babados nos punhos, sendo vedado o uso de “mangas boca de sino” ou “morcego”.

3 – Decote: pequeno, sem expor ombros e seios.

4 – Enfeites: de rendas, bordados, fitas, passa-fitas, gregas, viés, trancelim, crochê, nervuras, plisses, favos. É permitida pintura miúda, com tintas para tecidos. Não usar pérolas e pedrarias, bem como, o dourados ou prateados e pintura a óleo ou purpurinas.

5 – Tecidos: lisos ou com estampas miúdas e delicadas, de flores, listras, petit-poa e xadrez delicado e discreto. Podem ser usados tecidos de microfibra, crepes, oxford. Não serão permitidos os tecidos brilhosos, fosforescentes, transparentes, slinck, lurex, rendão e similares.

6 – Cores: devem ser harmoniosas, sóbrias ou neutras, evitando-se contrastes chocantes. Não usar preto, as cores da bandeira do Brasil e do RS (combinações).

D – SAIA DE ARMAÇÃO

1 – Modelo: Leve e discreta, se tiver babados, estes devem se concentrar nos rodados da saia, evitando-se o excesso de armação.

2 – Cor: branca. 3 – Comprimento: deve ser inferior ao do vestido.

E – BOMBACHINHA

1 – Modelo: de tecido, com enfeites de rendas discretas.

2 – Cor: Branca

3 – Cumprimento: abaixo do joelho, sempre mais curta que o vestido.

F – MEIAS

1 – Cor: branca ou bege

2 – Cumprimento: longas o suficiente para não permitir a nudez das pernas.

G – SAPATOS e BOTINHAS

1 – Cores: preta, marrom (vários tons de marrom) e bege.

2 – Salto: de até cinco centímetros.

3 – Modelo: com tira sobre o peito do pé, que abotoe do lado de fora.

4 – Vedações: proibido o uso de sandálias e sapatos abertos.

H –CABELOS

1 – Arrumação: podem ser soltos, presos, semi-presos ou em tranças. Para prendas adultas e veteranas é permitido o coque.

2 – Enfeites: com flores naturais ou artificiais, pequeno passador (travessa) para prendas adultas e juvenis.

3 – Vedação: vetados os brilhos, purpurinas e peças de plástico.

I – MAQUIAGEM:

Discreta, de acordo com a idade e o momento social.

J – JÓIAS

1 – Cuidados: devem ser sempre discretas, de acordo com a idade, a classe e o momento social.

2 – Uso da pérola: São permitidas as joias e semi-jóias com uso de pérolas, nas cores brancas, rosado, creme e champanhe, nos brincos, anéis e camafeus.

3- Uso de Pedras: permitido, desde que sejam discretas.

K – OBSERVAÇÕES

Nas apresentações artísticas, o traje feminino deve representar a mesma classe social e a mesma época retratada na indumentária do homem.

Encerramos mais uma prosa semanal, onde abordamos a pilcha feminina. Na próxima coluna semanal, vamos falar da pilcha feminina das prendas e peões mirim.

“Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra”.

Sobre Leandro Chaves

Leandro Chaves

Professor e Tradicionalista.
Filho de Italmir Maldonado Chaves (in memoriam) e Ana Maria Castro Chaves.
Exerceu diversas funções em Entidades Tradicionalistas de São Gabriel; foi Sota-Capataz e Tesoureiro da 18ª Região Tradicionalista. Atualmente integra o Departamento Social do CTG Tarumã.
É o idealizador do Mennatchê, um evento tradicionalista realizado no mês de Setembro, dentro de uma Escola Pública, que tem como objetivo cultuar as tradições do RS.

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