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Indumentária Gaúcha (parte 3)

Buenas! Estamos mais uma vez lhe pedindo licença, para juntos prosearmos mais uma vez. Estamos pela terceira semana consecutiva abordando o tema INDUMENTÁRIA GAÚCHA, onde podemos anteriormente falar sobre a pilcha masculina e feminina.

Nesta semana vamos prosear sobre a Pilcha de Peões e Prendas Mirim, que tem algumas diferença em relação às demais categorias.

O MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO, na 76ª Convenção Tradicionalista Gaúcha – Taquara, 29 de julho de 2011, elaborou uma diretriz sobre a INDUMENTÁRIA GAÚCHA, que foi alterada o seu artigo 3º, Inciso I, letra f pela 79ª Convenção Tradicionalista de julho de 2014.

Art. 1º – O Movimento Tradicionalista Gaúcho, cumprindo o que determina o parágrafo único do Art. 1º da Lei n° 8.813 de 10 de janeiro d e 1989, reunido em Convenção Ordinária, na cidade de Taquara, no mês de julho do ano de 2011, resolveu alterar as DIRETRIZES para a pilcha gaúcha, com fim de complementá-las e torná-las mais claras.

Art. 2º – DA PILCHA PARA ATIVIDADES ARTÍSTICAS E SOCIAIS: Indumentária a ser utilizada nas atividades cotidianas, apresentações artísticas e participações sociais, tais como bailes, congressos, representações, etc.

(…)

III – PRENDA MIRIM

A – VESTIDO

1 – Modelo: Inteiro e cortado na cintura ou com cintura baixa. Barra da saia pode ser de 5 a 6cm acima do tornozelo ou até meia – canela. Os cortes podem ser godê, meio godê, franzido com ou sem babados, ou em panos.

2 – Mangas: longas, três quartos ou abaixo do cotovelo, admitindo-se pequenos babados nos punhos, sendo vedado o uso de “mangas boca de sino” ou “morcego”. No verão podem ser curtas, arrematadas com babadinhos.

3 – Decote: pequeno, podendo ter gola ou não.

4 – Enfeites: não sobrecarregar, a fim de evitar a desfiguração dos modelos. Optar pelos motivos florais delicados e miúdos. Podem ser usadas rendas, bordados, fitas, passa-fitas, gregas, viés, trancelim, crochê, nervuras, plisses, favos. É permitida pintura miúda, com tintas para tecidos. Não usar pérolas e pedrarias, bem como os dourados ou prateados e pintura a óleo e purpurinas.

5 – Tecidos: lisos ou estampados miúdos e delicados, de flores, listras, petit-poa e xadrez. Podem ser usados tecidos de microfibra, crepes, oxford. Não serão permitidos os tecidos brilhosos ou fosforescentes, transparentes, slinck, lurex, veludo, rendão e similares.

6 – Cores: delicadas, suaves e claras, evitando as cores cítricas, o marrom, o marinho, o verde escuro, o roxo, o bordô, o pink e o azul forte. Os vestidos na cor branca são usados por noivas e debutantes. Não usar preto, nem nos detalhes, nem as combinações nas cores das Bandeiras do Rio Grande do Sul e do Brasil.

B – SAIA DE ARMAÇÃO

1 – Cor: branca

2 – Modelo: leve e discreta. Se tiver babados, eles devem se concentrar no rodado da saia, para evitar o excesso de armação. O comprimento deve ser inferior ao do vestido.

C – BOMBACHINHA

1 – Tecido: leve, admitindo enfeites de rendas discretas.

2 – Cor: branca

3 – Modelo: comprimento abaixo do joelho, sempre mais curto que o vestido.

D – MEIAS

Longas o suficiente para não permitir a nudez das pernas. Na cor branca ou bege.

E – SAPATILHA

1 – Cores: preta, branca, bege e marrom.

2 – Modelo: sem salto (1cm ou 2,5 cm); com a tira sobre o peito do pé, que abotoe do lado de fora. F – CABELOS Soltos ou semi-presos, enfeitados com fitas.

G – MAQUIAGEM

Vedada para categoria mirim

H – JÓIAS

Brincos e anel delicados, de joias ou semi-jóias.

I – OBSERVAÇÕES

Não é permitido o uso de relógios, colares, pulseiras, brincos de plásticos coloridos ou similares.

 IV – TRAJE PEÃO MIRIM

A indumentária para a Peão Mirim segue as mesmas diretrizes da pilcha para o peão adulto com as ressalvas a seguir: Para dançar em palcos, festivais, rodeios artísticos, os peões dos grupos de danças da categoria mirim não usam esporas, chapéu, pala e faca. Segundo Paixão Cortes (Ponto e pesponto) as crianças não devem usar nada que prive seus movimentos naturais de crianças. Devem ser retirados [……] “ penduricalhos, cujo o peso da roupa, prive que as crianças se movimentem, infantilmente”.

Encerramos mais uma prosa semanal, onde nas últimas três semanas tivemos a oportunidadede prosearmos sobre a nossa INDUMENTÁRIA GAÚCHA. Mostramos aos gaúchos dos mais distantes rincões deste pago qual a verdadeira pilcha gaúcha.

Na próxima semana vamos fazer uma abordagem do que estamos presenciando nos eventos gaúchos deste pago sulino, onde estão obedecendo a indumentária e ou onde estão transformando a nossa pilcha em um verdadeiro modismo.

“Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra”.

Sobre Leandro Chaves

Leandro Chaves
Professor e Tradicionalista. Filho de Italmir Maldonado Chaves (in memoriam) e Ana Maria Castro Chaves. Exerceu diversas funções em Entidades Tradicionalistas de São Gabriel; foi Sota-Capataz e Tesoureiro da 18ª Região Tradicionalista. Atualmente integra o Departamento Social do CTG Tarumã. É o idealizador do Mennatchê, um evento tradicionalista realizado no mês de Setembro, dentro de uma Escola Pública, que tem como objetivo cultuar as tradições do RS.

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