terça-feira, 18 setembro 2018
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O Cartão Tradicionalista

Buenas, estamos mais uma vez lhe pedindo licença para mais uma prosa semanal com o Ratinho Chaves, onde a cada início de semana aqui se encontramos para juntos conversarmos sobre o que está acontecendo em nosso Movimento Tradicionalista.

Nesta semana vamos abordar para sobre o CARTÃO DE IDENTIDADE TRADICIONALISTA, CIT, o que o regulamento geral do Movimento Tradicionalista Gaúcho, MTG, fala sobre o referido cartão.

DO CARTÃO DE IDENTIDADE TRADICIONALISTA

Seção I

Dos Objetivos

Art. 219 – O Cartão de Identidade Tradicionalista foi criado com o objetivo de organizar e fortalecer o quadro de associados das entidades tradicionalistas, vinculando o seu portador a uma única entidade quando da representação em rodeios, torneios, competições artísticas etc…

Seção II

Da Regulamentação

Art. 220 – O cartão tradicionalista terá validade de 3 (três) anos, para todos os sócios titulares ou dependentes.

Parágrafo único – Os sócios e seus dependentes das entidades filiadas de participação, PLENA, ESPECIAL e PARCIAL, terão direito de encaminhar o Cartão Tradicionalista, desde que sua entidade esteja com a anuidade do ano em curso quitada.

Art. 221 – Os cartões administrativos terão validade de acordo com a atividade desenvolvida, obedecidos os estatutos e regulamentos próprios.

Art. 222 – São cartões administrativos: diretoria do MTG, conselho diretor, junta fiscal, coordenadores regionais, conselhos de beneméritos, honorários e vaqueanos, narradores de rodeios, juízes de campeira, diretores de departamentos, prendas e peões estaduais, patrão e demais membros de patronagens, instrutores, outros cargos regionais incluindo prendas e peões.

Parágrafo único – Os cartões administrativos não dão o direito de participação em concursos, torneios esportivos e competições campeiras.

Art. 223 – As trocas de entidades, dentro da mesma região, somente poderão ser feitas após o sócio completar um ano (12 meses) com o cartão na entidade que esta saindo.

  • 1º – Quando ocorrer troca de cidade dentro da mesma região, por motivo de mudança de residência ou de trabalho, as trocas de cartão poderão ocorrer a qualquer tempo desde que com as devidas comprovações de endereço e ou contrato de trabalho no nome do sócio.
  • 2º – Quando houver interesse em trocar de entidade antes de completar um ano de entidade, conforme o caput do artigo, o tradicionalista poderá solicitar o novo cartão que terá o custo de uma anuidade plena mais o valor do cartão, sendo este valor menos o de referencia do cartão, será destinado à entidade que esta liberando o sócio e a coordenadoria, da seguinte forma: 50% para entidade e 50% para a coordenadoria. Estes valores excedentes ao valor do cartão devem ser retidos na origem, não sendo repassados ao MTG.

Art. 224 – As trocas de entidades de regiões diferentes poderão ser feitas a qualquer tempo, desde que haja comprovação de endereço ou contrato de trabalho na nova RT.

Parágrafo único – Quando houver interesse em trocar de entidade e região sem as comprovações citadas no caput do artigo, o tradicionalista poderá fazê-lo seguindo o que diz o artigo 225.

Art. 225 – Todo associado que trocar de entidade e ou de RT, não poderá efetuar outra mudança pelo período de 12 meses.

  • 1º – O controle das trocas, referente aos prazos, deverá ser feito pelas Coordenadorias que deverão manter uma listagem dos associados que trocaram de entidade e ou RT.
  • 2º – Quando houver interesse em trocar de entidade e ou região sem ter completado 12 meses na mesma, o tradicionalista poderá fazê-lo seguindo o diz o artigo 223 § 2º.

Art. 226 – Todo sócio que solicitar troca de entidade deverá anexar ao pedido o cartão antigo e uma liberação assinada pelo Patrão da entidade que esta deixando.

Parágrafo único – Em todas as situações previstas nos artigos 223, 224 e 225 o tradicionalista somente poderá fazer UMA troca dentro do ano a partir daí, deverá cumprir o período de 12 meses até poder trocar novamente, cabendo este controle as coordenadorias.

Art. 227 – O associado poderá possuir dois Cartões de Identidade Tradicionalista, podendo concorrer por duas entidades, nos seguintes casos:

I – Quando sua entidade de origem possuir exclusivamente Departamento Artístico.

II – Quando sua entidade de origem possuir exclusivamente Departamento Campeiro.

Parágrafo único – O Cartão artístico ou campeiro, especificamente, somente será fornecido, se comprovadamente as entidades não possuírem os respectivos departamentos e sendo as duas entidades parciais da mesma região.

MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO DIRETRIZ REGULAMENTADORA DA EXPEDIÇÃO DOS CARTÕES DE IDENTIDADE TRADICIONALISTA – CIT

Regulamentação da emissão dos cartões de identidade tradicionalistas – responsabilidades e validades A Convenção Tradicionalista Gaúcha, cumprindo suas atribuições e considerando o que prescreve o Regulamento Geral do MTG a respeito dos Cartões de Identidade Tradicionalista (Artigos 219 a 227) e a necessidade de reunir num único documento as informações necessárias para emissão dos Cartões de Identidade Tradicionalista, atendendo ao que determina o inciso III do Art. 266 do mesmo Regulamento, resolve:

1. O Cartão de Identidade Tradicionalista – CIT constitui o documento hábil para que os tradicionalistas se identifiquem em todos os eventos tradicionalistas;

2. O CIT será exigido dos tradicionalistas na inscrição para eventos de caráter competitivo e eventos que especam certificados;

3. Além do CIT geral, os tradicionalistas poderão possuir um ou mais Cartões Administrativos;

4. Somente será fornecido Cartão Administrativo para tradicionalistas que possuírem o CIT válido, seja do MTGRS ou outra federação filiada à CBTG;

5. Os Cartões Administrativos não servem para identificação de tradicionalista que deseja participar de eventos, servindo somente para identificação do cargo ou função que desempenha, exceto quando participar de prova específica do seu cargo.

6. Para juízes de campeira, instrutores de danças tradicionais ou de salão, o primeiro cartão expedido, após frequência a curso ou realização de prova, terá validade de um ano, considerado “período de experiência”. Vencido o prazo, o Cartão Administrativo efetivo será encaminhado através da Coordenadoria Regional (os cartões expedidos para tradicionalistas vinculados a outros MTGs, serão controlados pela 40ª RT) que verificará da conveniência de expedição do cartão efetivo ou de que o interessado seja submetido a novo curso ou nova avaliação.

7. Os cartões para narradores de rodeios serão controlados pelo Departamento de Narradores. O Primeiro cartão será expedido após realização das provas de habilitação. A renovação, também encaminhada pelo Departamento de Narradores, será efetivada após análise da diretoria e Conselho daquele Departamento.

8. Os custos dos cartões administrativos serão de responsabilidade do interessado (narrador, juiz, instrutor); ou da entidade (patronagem); ou da coordenadoria (membros da coordenadoria, peões e prendas regionais); ou do MTG (coordenadores regionais, conselheiros, diretores do MTG, peões e prendas estaduais).

9. Os valores dos cartões serão:

10. Para os CIT, R$ 12,00 repassados à Fundação Cultural Gaúcha – MTG, podendo, cada RT, definir valor adicional para cobrir os custos operacionais regionais;

11. Para os Cartões administrativos, os valores estão definidos na tabela do anexo que acompanha esta diretriz.

12. O CIT, com validade de 3 anos, terá prorrogada a validade por trinta dias, com isso ficam proibidas as “autorizações” para tradicionalistas com o cartão vencido.

13. Em anexo a tabela detalhada para emissão dos CIT e dos Cartões Administrativos. 80ª Convenção Extraordinária realizada na sede da 1ª RT Porto Alegre, 27 de outubro de 2014.

cartao 1

Assim encerramos mais uma prosa semanal no Proseando com Ratinho Chaves.

“Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra”.

Sobre Leandro Chaves

Leandro Chaves
Professor e Tradicionalista. Filho de Italmir Maldonado Chaves (in memoriam) e Ana Maria Castro Chaves. Exerceu diversas funções em Entidades Tradicionalistas de São Gabriel; foi Sota-Capataz e Tesoureiro da 18ª Região Tradicionalista. Atualmente integra o Departamento Social do CTG Tarumã. É o idealizador do Mennatchê, um evento tradicionalista realizado no mês de Setembro, dentro de uma Escola Pública, que tem como objetivo cultuar as tradições do RS.

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