quinta-feira, 18 outubro 2018
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Os 12 municípios da 18ª Região Tradicionalista

Buenas!!! Te aprochega vivente. Com a permissão de nosso Patrão Celestial estamos abrindo as cancelas de mais um Proseando com Ratinho Chaves, onde nesta semana vamos falar um pouco da 18ª Região Tradicionalistas, suas 12 cidades que a compõe e os Coordenadores, Conselheiros e Presidentes do MTG oriundos dessa RT.

Vamos abordar um pouco da história de cada município que faz parte da Sentinela da Paz.  Desde já agradecemos seu convívio nesta prosa semanal aqui no mundotradicionalista.com.br com Ratinho Chaves.

NOME18ª Coordenadoria Regional Tradicionalista – 18ª RT.

COGNOME – “Sentinela da Paz “.

BANDEIRA – Fundo branco, no centro o brasão de armas da Região, na diagonal do canto inferior esquerdo ao canto superior direito três faixas, a superior na cor verde, a do centro na cor vermelha e a inferior na cor amarela, não sobrepondo o brasão.

BRASÃO DE ARMAS – aprovado em vinte e cinco de agosto de dois mil e cinco, escudo português perfilado em preto com campo terciado representando a colonização portuguesa de nossa região, Chefe em verde, no centro o mapa do Rio Grande do Sul em amarelo demarcado em branco os municípios da Região, ladeado por doze estrelas amarelas, seis de cada lado do mapa, cada estrela representa um município, Destra em amarelo com a árvore Umbu, símbolo ecológico da Região, Sinestra em vermelho com o Obelisco da Paz de Poche Verde, símbolo da Região, em branco e perfilado em preto, abaixo do escudo um listel decorativo em azul com as inscrições em branco, na lateral esquerda MTG, no centro 18ª Região Tradicionalista “Sentinela da Paz” e na lateral direita RS, acima do escudo uma pomba branca em vôo passante da direita para a esquerda em referência ao cognome da Região, o escudo ladeado por dois cavalos representando a localização da Região na campanha gaúcha, as cores representam as profissões liberais: preto – a ciência, branco – a cultura, azul – a engenharia, amarela – a química, verde – a medicina e a vermelha – o direito.

SÍMBOLO – Obelisco da Paz de Ponche Verde.

SÍMBOLO ECOLÓGICO – Árvore Umbu.

MUNICÍPIOS E SUAS HISTÓRIAS

ACEGUÁ

Data de emancipação = 16/04/96 (instalação administrativa = 01/01/2001).

Área = 1.551 km2 – População = 7.200 habitantes.

Seus primeiros habitantes foram índios dos campos do Rio Grande do Sulcharruasguenoas e minuanos. O primeiro relato histórico do município remonta à 1660, quando os espanhóis vindos da banda Oriental penetraram pela serrania de Aceguá, fundando a redução de Santo André dos Guenoas em 1683. A notícia histórica que se tem a seguir sobre o município é de dezembro de 1753, quando os exércitos portugueses e espanhóis, saindo respectivamente da cidade de Rio Grande e daColônia do Sacramento, iniciaram a marcha em direção a Santa Tecla. Segundo os diários de marcha, o exército portuguêschegou às cabeceiras do Rio Negro, hoje no Uruguai, onde já estava acampado o exército espanhol.

Depois de uma solenidade militar, a primeira solenidade militar em terras de Aceguá, os primeiros tiros de canhão eram ouvidos naqueles céus. Os dois generais conversaram até a noite, e devido às promoções de oficiais que ocorreram na solenidade, este local foi denominado Campo das Mercês, que nos dias atuais é o ponto de encontro dos três distritos do município de Aceguá (Colônia Nova, Minuano e Rio Negro). A origem do nome Aceguá na língua tupi é “yace-guab”, e possui diversos significados: um deles lugar de descanso eterno, indicando o local que os indígenas escolhiam para viver seus últimos dias, por ser um lugar alto que proporcionava alentadora visão panorâmica da região e proximidade com o céu (provável cemitério indígena); outro significado é “terra alta e fria”, características geográfica e climática do local; mais outra interpretação é “seios da lua”, por ser local com cerros altos (Serra do Aceguá).

Existe também no folclore popular da região outra explicação para a origem do nome Aceguá, que por ser uma região de abundância de uma espécie de lobo pequeno, denominado Guará ou Sorro, que possui um uivo característico, e por ser há mais de dois séculos El Camino de Los Quileros (contrabandistas castelhanos e portugueses, que circulavam com mercadorias em lombo de cavalos, conforme as demandas de cada um dos mercados da banda Ocidental e Oriental da fronteira). Estes ao passar pelos cerros e ouvir o uivo dos Sorros diziam, “Hay um bicho que haceguá”.

Portanto, a formação da vila do Aceguá é resultante do comércio informal entre os dois países, pois a fronteira seca é um caminho natural entre países limítrofes. Sua etnia é diversificada, composta por descendentes de portugueses, espanhóis,índios e negros, que formaram o gaúcho nos dois lados da fronteira. Posteriormente a região recebeu a colonização alemã, resultante nas comunidades rurais de Colônia Nova, Colônia Médici e Colônia Pioneira, com hábitos e tradições germânicas. Também recebeu a imigração árabe, com costumes e tradições próprias, que passaram a explorar e dinamizar o comércio local.

Aceguá no século XX, principalmente no período após a Segunda Guerra Mundial com a carência de proteína vermelha e de agasalhos na Europa, passa por um período de grande desenvolvimento e fortalecimento da bovinocultura de corte e ovinocultura, produtos altamente expressivos até hoje no PIB do município. Seu comércio é resultado da diferença cambial entre Brasil e Uruguai, sendo esta, na maioria das vezes, favorável ao Brasil, o que atrai os consumidores Uruguaios. Na área de colonização alemã até a década de 1960, a principal atividade econômica era a cultura de trigo. Com fatores de falta de incentivo e concorrência do trigo argentino desestimulando a produção, fez com que estes produtores se voltassem para a atividade de bovinocultura de leite, fortalecendo a Cooperativa Mista Aceguá Ltda. (CAMAL) e tornando-se nos dias de hoje uma das mais importantes bacias leiteiras do Rio Grande do Sul, com produção de matrizes com alto padrão genético.

A partir da década de 1970, houve uma migração de produtores de arroz da metade norte do estado, de origem italiana e alemã, que formaram parcerias agrícolas com os estancieiros, iniciando um sistema de integração lavoura pecuária, com rotatividade de cultivo de arroz e semeaduras de pastagens (trevo, cornichão e azevém) para o engorde de bovinos, principalmente nos distritos de Rio Negro e Minuano. No fim da década de 1970 iniciou o criatório de cavalos puro-sangue inglês para carreiras em Aceguá.

A área geográfica de Aceguá pertenceu em passado próximo ao município de Bagé, tendo se emancipado em 16 de abrilde 1996. Porém, sua estrutura administrativa tem marco inicial datado de 1 de janeiro de 2001. Aceguá Brasil e Aceguá Uruguai, estão localizadas na linha de fronteira, no meio do caminho entre Melo (Uruguai) e Bagé (Brasil), distando aproximadamente 60 km de cada uma, e ao longo de sua história tem sido um exemplo de união entre dois países.

BAGÉ (Rainha da Fronteira)

Data de emancipação = 05/06/1846

Área = 4.123 km2 – População = 113.000 habitantes – Algumas Entidades = GAN Campo Aberto, fundado em 24/05/1987, CTG Prenda Minha, fundado em 07/07/1970, CTG Sentinela da Fronteira, fundado em 07/09/1970, Grupo Pampa e Minuano, DTG Clube Caixeiral,…

Toda a região do pampa gaúcho, na qual está contido o atual município, era ocupada, até o século XVI, predominantemente pelos índios charruas.

A colonização europeia da região onde ora se encontra o município iniciou-se em fins do século XVII com portugueses e espanhóis. Uma das primeiras construções foi uma redução construída por jesuítas, chamada “Santo André dos Guenoas”, fundada como posto avançado de “São Miguel”, um dos Sete Povos das Missões. A incansável resistência de índios da região à catequização católica, notadamente tapesminuanos e charruas, levou a um conflito que resultou na destruição do povoado.

A partir de então, a região serviu de palco para diversos conflitos entre europeus e nativos. Destaca-se o ocorrido em 1752, quando 600 índios charruas, comandados por Sepé Tiaraju, rechaçaram os enviados das coroas de Portugal e Espanha que, amparados no tratado de Madri, assinado dois anos antes, regulamentando os limites territoriais dos dois impérios na América do Sul, vieram para estabelecer as fronteiras.

Em 1773, dom Juan José de Vértiz y Salcedovice-rei de Buenos Aires, com 5 000 homens, saiu do Rio da Prata, atravessou o Uruguai e, chegando ao limite sul do Escudo Riograndense, lá construiu o Forte de Santa Tecla, que foi demolido e arrasado em dois combates e do qual ainda hoje restam ruínas.

Na área do município, o general Antônio de Souza Neto, em violento combate, conhecido como a Batalha do Seival, derrotou as forças legalistas e, no dia seguinte, proclamou a República Riograndense, no contexto da Guerra dos Farrapos. Na Revolução de 1893, quando os federalistas reagiram à ascensão dos republicanos, Gumercindo Saraiva voltou ao Rio Grande do Sul pelo rio Jaguarão e, no Passo do Salsinho, foi travado o primeiro combate. O município testemunhou combates das Traíras, o Cerco do Rio Negro e o Sítio de Bagé. No Rio Negro, 300 prisioneiros foram degolados, não sem antes terem direito a defesa verbal.

CAÇAPAVA DO SUL (Segunda Capital Farroupilha)

Data de emancipação = 25/10/1831

Área = 3.051 km2 – População = 53.200 habitantes – Algumas Entidades = CTG Clareira da Mata, fundado em 17/03/1974, CTG Família Nativista, fundado em 28/05/1978, PL Guarda Velha, fundado em 30/08/1978, CTG Heróis do Seival, fundado em 06/07/2003, CTG Pampa e Querência, fundado em 20/06/1984, CTG Ronda Crioula, fundado em 28/01/1984, CTG Sentinela do Forte, fundado em 25/04/1996 e CTG Sentinela dos Cerros, fundado em 15/04/1966.

Nascida de um acampamento militar na metade do ano de 1770, Caçapava do Sul é um dos municípios mais antigos do Rio Grande do Sul. Seu território está situado na chamada Região da Campanha, com extensas jazidas de minérios de cobre, cal e caulim.

Em sua configuração topográfica observam-se campos e serras imponentes, com terras escuras e solo silicioso, prestando-se de maneira admirável à criação de gado e à agricultura.

O município de Caçapava do Sul tem como base de sua economia o setor primário na pecuária, agricultura, indústria e mineração, que é responsável pela produção de mais de 85% do calcário do Estado do Rio Grande do Sul.

A Gastronomia é rica e forte, à base de carnes bovina e ovina, com influência portuguesa, espanhola, africana e indígena.

A produção cultural e artista também é referência no município. A Casa do Poeta “Clara HaagKipper” promove concursos literários e já lançou três edições do Prêmio Literário Legislativo Caçapavano, instituído no município pela Lei nº2567/2010.

Mais sobre o Município

– Segunda Capital Farroupilha. – Capital Gaúcha do Montanhismo. – Recordes em voo livre na Rampa do Cerro da Angélica. – Maior Produtor Estadual de Calcário Agrícola. – Guaritas: Uma das sete maravilhas do RS. – Único Forte Militar existente no sul do Brasil (Forte Dom Pedro II).

– Cenário dos filmes “Anahy de Las Missiones” (1997) – De Sérgio Silva; “Valsa para Bruno Stein” (2007) – De Paulo Nascimento.

– O Tradicionalismo é cultuado por seis Centros Tradicionalista Gaúcho (CTGs) e realiza uma das maiores festas tradicionalistas no Estado que é a Semana Farroupilha, a qual encerra em 20 de setembro.

– Sede do Rodeio Crioulo Estadual e Mostra Cultural Gaúcha Regional, sempre no início de janeiro.

– UFO Turismo: Grupo de Pesquisa Ufológica de Caçapava do Sul (GPUC).

– Encontro Caçapavano de Aeromodelismo: ENCAER é organizado pela União Caçapavana de Aeromodelismo (UCA).

CANDIOTA

Área = 930,92 km2 – População = 11.300 habitantes – Algumas Entidades = CTG Batalha do Seival, fundado em 30/08/1987, CTG Candeeiro do Pago, fundado em 18/10/1976, CTG Lanceiros da Liberdade, fundado em 18/08/1989 e CTG LuisChirivino 01/09/1966 e PTG Combate do Seival, além de Piquetes a estas instituições vinculados

O município de Candiota, que hoje se encontra em pleno crescimento na Metade Sul do Estado, está localizado na região da Campanha e situado há 390 km de Porto Alegre, a capital do Rio Grande do Sul. Com uma área geográfica de mais de 900 km2 a população é composta por cerca de 10 mil habitantes, sendo que este número deve crescer consideravelmente nos próximos anos, em função dos empreendimentos que a cidade está recebendo. Candiota faz limites com as cidades de Bagé, Hulha Negra, Pinheiro Machado e Pedras Altas. Seu nome segundo informações não oficiais, origina do século XVIII, quando foram para Argentina, um grupo de gregos originários da Ilha de Cândia, também conhecida por Creta, que eram conhecidos por Candiotos. Dois desses gregos estiveram nas terras do município quando colocaram o nome do rio de Arroio Candiota e assim foi batizada a cidade.

A cidade conta com interessantes contrastes e atipicidades. É histórica por ter sediado a Batalha do Seival e a Proclamação da República Riograndense, por general Antonio de Souza Neto em 11 de Setembro de 1836. A fibra gaúcha não ficou no passado e até hoje costumes rio-grandenses são mantidos, tanto que o município realiza há mais de 15 anos o Canto Moleque da Canção Nativa, um dos 10 maiores festivais de música do Estado.

Até 1992, Candiota pertencia ao município de Bagé. Para concretizar o processo de emancipação, que se deu no dia 24 de março de 1992, um grupo de pessoas da comunidade reuniu-se em prol da causa e realizou um plebiscito popular.

Uma das peculiaridades de Candiota é a divisão geográfica, já que os bairros não fazem fronteira, sendo isolados. Na área urbana existem as localidades da Vila Operária, São Simão, João Emílio, Seival, Dario Lassance (sede do município) e Vila Residencial, além de 36 assentamentos no interior. Candiota possui ainda cerca de 30 igrejas, cinco clubes de mães, cinco associações de moradores e um balneário (prainha). O tradicionalismo realmente é uma marca forte no município, e isso está expresso nas cinco instituições tradicionalistas oficiais que tem o município: CTG Candeeiro do Pago, Luiz Chirivino e Batalha do Seival, CCTG Lanceiros da Liberdade e PTG Combate do Seival, além de Piquetes a estas instituições vinculados. Candiota possui também quatro clubes sociais, 14 escolas, três rádios comunitárias e um jornal bissemanal.

No âmbito municipal são quatro escolas de Ensino Fundamental, sendo uma delas na zona Urbana e as demais na Rural, além de quatro escolas de educação infantil, Centro de Reabilitação e Apoio (CRA) e A Casa do Turno Inverso.

Economicamente o município tem como base a extração de carvão e geração de energia, através das empresas CRM e CGTEE respectivamente. Entretanto há outras potencialidades, além das carboníferas. O município que mais gera empregos na região e que é o Pólo de Desenvolvimento da Metade Sul do Estado, também está tornando-se referencia vitivinícola, ao lado de investimentos na bacia leiteira e também na cerâmica.

Nos últimos dois anos, o crescimento tem sido evidente nas ruas, tanto pelos empreendimentos da Fase C, como também dos que estão por vir, como da Cosulati, Tractebel, Cibe Energia e MPX, que somam mais de R$ 5 milhões. Para tanto paralelamente, a Prefeitura Municipal está realizando ações na área de infra-estrutura, desenvolvimento social, saúde, educação e segurança.

DOM PEDRITO (Capital da Paz)

Data de emancipação = 30/10/1872

Área = 5.182 km2 – População = 48.500 habitantes – AlgumasEntidades = Coordenadoria MunicipalTradicionalista, DC Alma Gaúcha, fundado em 27/08/1996, PL Herança Paternal, fundado em 06/07/1980, PTG Os Vaqueanos, CTG Rodeio da Fronteira, fundado em 17/10/1953.

No início, os índios pampeanos habitavam a região que integra o município de Dom Pedrito, como parte da Estância de São Miguel.

Por volta de 1700 – 1750, o “campo das flores” – iñuvoti – como os índios denominavam o local, recebia um grupo de espanhóis desertores do Exército do Vice Reino do Prata, liderado por Don Pedro Ansuateguy.

Embrenhados nas matas a procura de região limítrofe entre as terras portuguesas e espanholas, vêm juntar-se ao grupo indígena, aldeado à margem do rio Santa Maria.

Nesse local, os espanhóis constroem meia dúzia de ranchos e, aos poucos, facilitado pelo passo ali existente e pela posição estratégica, surge alí um “Posto de Contrabando”.

E por Pedro Ansuateguy ser apelidado de Dom Pedrito, começou a se nominar aquele local de passagem como Passo de Dom Pedrito.

O Passo recebeu atenção especial da Província e, em 1825, foi designado Bernardino Ângelo da Fonseca para seu escrivão. Ele, com o apoio dos moradores, solicitou a criação de uma capela-curada junto ao passo, reivindicação alcançada em 18 de novembro de 1852.

A capela N. Sra. do Patrocínio e a população são trasladados para um assentamento definitivo, em 1854, após a demarcação, ocupando o terreno da atual Praça General Osório.

Em 1859, Dom Pedrito é elevado à Freguesia e em 30 de outubro de 1872, à Vila – data que é celebrado o Dia do Município.

O desenvolvimento da vila e o fato de libertar seus escravos antes da Lei Áurea, justificaram a elevação de Freguesia de N. Sra. do Patrocínio à categoria de cidade, em 20 de dezembro de 1888.

O Município hoje tem o cognome de CAPITAL DA PAZ, pelo fato de que, na localidade de Ponche Verde, terem ocorridas as tratativas dos Farroupilhas para a pacificação do Rio Grande, que pôs fim a Revolução Farroupilha. Neste local encontra-se hoje um monumento, conhecido como OBELISCO DA PAZ.

HULHA NEGRA

Área = 850 km2 – População = 6.050 habitantes

O município de Hulha Negra tem, como marco referencial, a construção da estação ferroviária, em 1884, em torno da qual se formou a comunidade, inicialmente batizada de Rio Negro, nome este alterado na década de 40.

O episódio mais marcante ocorrido na região, no século passado, foi à batalha do Rio Negro, durante a revolução federalista, na qual morreram aproximadamente trezentos combatentes, trinta deles degolados. Este fato, a degola, é o que mais tem sido motivo de comentários a respeito deste episódio. Consta que dez mil combatentes, federalistas e republicanos, durante sete dias travaram uma batalha no local. A Revolução Federalista de 1893 foi um deprimente episódio da história gaúcha, uma conflagração com a finalidade política de acabar com as pretensões monarquistas de retomar o poder num estado em que este sistema de governo tinha a simpatia da maioria da população.

Os métodos sangrentos usados tinham o objetivo da intimidação, porém a Degola do Rio Negro, como ficou conhecida, foi uma desforra pessoal entre líderes. Conta a história que invadida a fazenda de Zeca Tavares, um dos líderes vitoriosos da batalha do Rio Negro, por Maneco Pedroso, foi deixada sobre sua cadeira uma cabeça de porco e um bilhete no qual estava escrito: Tua cabeça será minha. Esta a razão da desforra que deu margem à Degola do Rio Negro, às margens da Lagoa da Música. Esta é apenas uma versão dos supostos fatos.

A pecuária e as charqueadas eram as atividades econômicas preponderantes no início do século e até o final dos anos 30, tendo sido substituídas pelo Frigorífico, hoje Pampeano, implantado pelo empresário José Gomes Filho, um dos mais empreendedores empresários de Bagé em todos os tempos. O final dos anos 30 ficaram marcados pela implantação da indústria cerâmica, liderada por João e Segundo Deiro e pela implantação da Estação Experimental, pelo governo do estado, hoje Fepagro.

Dois livros do escritor Pedro Waine narram estórias de Hulha Negra do final do século passado, primeiras décadas deste século, sem grande compromisso com os episódios históricos. Os livros “Lagoa da Música” e “Charqueadas”, contudo, apresentam um excelente perfil de uma época, do comportamento e da vida da sociedade.

Foi por volta de 1915 que chegou a Hulha Negra o empresário Pedro Rabbione Sacco, que se estabeleceu com comércio e passou a intermediar a produção da região até a metade da década de quarenta, quando faleceu, em especial se atendo ao comércio e à agricultura. Financiava o abastecimento das residências, os insumos para a produção durante todo ano e recebia, após a colheita, o pagamento. No livro que marca os 25 anos da colonização alemã foi considerado melhor que o Banco do Brasil para o desenvolvimento da região por quase três décadas.

A colonização alemã, datada de 1925, através de produtores rurais vindos de Pelotas, liderada pelo agrônomo Francisco Krensinger, introduziu nova atividade econômica, a agricultura. Escolheu a região, segundo FrancisquinhoKloppenburg, “por ter terra boa, por ser perto da cidade de Bagé e, por fim, por ter estrada de ferro, que garantia o transporte da produção, que era muito importante naquela época. Não existiu uma organização imobiliária. Cada colono que chegava tinha que se virar para achar um pedaço de terra. Foi então que se espalhou a colônia, o que dificultou a criação da Igreja, colégio, etc. Em 1930, foram fundados a primeira escola e o cemitério. Em 1934, foi fundada a escola que teve como professor Reinaldo Bohn e hoje é a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Manoel Lucas de Oliveira”.

Na década de 40 foi criada a Cooperativa Tritícola Assis Brasil, que prestou serviços até a metade dos anos 80 e cuja estrutura hoje é utilizada pelo Centro Comercial, Rodoviária, Ginásio de Esportes. Podemos citar, entre os expoentes na sua implantação, Francisco Kloppenburg e Jaime Brasil, época esta na qual o trigo era a cultura preponderante e a pesquisa coordenada pelo pesquisador geneticista YwarBeckmann realizada na Estação Experimental da Secretaria da Agricultura, implantada no município em 1929 (atualmente Centro de Pesquisa de Diversificação Agropecuária do FEPAGRO).

Alguns relatos afirmam que o carvão já era explorado no século XIX. O certo é que foi explorado até o final dos anos 40, início dos anos 50. O carvão deu ao município o nome “Hulha” e a expressão “Negra”, por ser muito escuro, e é um dos potenciais existentes para exploração futura.

Na primeira metade do século, também deixaram suas marcas no município, como educadora, a professora Dalva Conceição Medeiros, na saúde o farmacêutico Amado da Silva, Laudelino da Costa Medeiros como escrivão e na política João Loguercio, vereador que, em 1950, foi Presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Bagé e Álvaro Lopes Brasil, vereador e subprefeito.

Foi na metade dos anos 50 que ocorreu o retorno a região daquele que se tornou o idealizador e principal organizador do processo da criação do município, Hugo Canto, após mais de quinze anos fora, quando morou em Salvador e Rio de Janeiro, tendo sido expedicionário da FEB na Segunda Guerra Mundial. Hugo Canto (Hugo do Canto, ao registrar, o pai, Antônio Antunes do Canto retirou o “do”) era natural de Uruguaiana e chegou a Hulha Negra com a família no início dos anos 30, vindo de Hamburgo Velho-Novo Hamburgo, sendo o pai agente da Viação Férrea. Integrou-se rapidamente à comunidade, fossem brasileiros ou descendentes de alemães, pois em Hamburgo Velho havia estudado no Colégio São Jacó e falava, ao chegar no município, o português e com alguma fluência, o alemão. Ainda guri tornou-se amigo de Francisco Krensinger.

Os anos 60 marcaram o início da luta pela emancipação de forma organizada, a implantação da Cooperativa de Eletrificação Rural Rio Negro, posteriormente fundida à Cooperativa de Eletrificação Rural Colônia Nova, dando origem à COOPERSUL, já na década de 70, e a implantação da primeira escola de primeiro grau completo, o Ginásio Comercial Rio Negro, em 1968, através da Campanha Nacional dos Educandários Gratuitos, depois Campanha Nacional das Escolas da Comunidade. Destacaram-se nestes dois últimos episódios, respectivamente, Francisco Kloppenburg e Bruno Petry. Em 1961 foi fundada a Escola Monteiro Lobato, então escola estadual, que teve como primeira professora diretora Dila Vieira Ramos. Como educadores nos anos 70, Elga Clara Langer Freimuller e João Silva, entre outros.

No final dos anos 50, nos anos 60 e 70 o ensino voltado para o setor da agropecuária tinha no município como propulsor o Centro de Treinamento de Mecanização da Lavoura, onde atualmente está o Assentamento Santo Antônio. Cabe em relação a esta unidade ressaltar o desempenho empreendedor dos agrônomos Eduardo Frick, Paulo Abero e Gardênio Brasil, servidores como José Gelson Oyarzabal, Carlos Feijó, Solemar Vaz, Manoel Leão Rosa e Anderson Dornelles.

O final dos anos 70 marcou o início do processo de assentamento de colonos, até então sem terra, no Assentamento Colônia Nova Esperança, o primeiro realizado no Rio Grande do Sul, durante os anos da ditadura militar. Hoje não é mais assentamento, pois os colonos ganharam a posse da terra em 1992.

No final dos anos 80 reiniciou do processo de colonização da região onde ainda existiam alguns latifúndios e o processo emancipatório.

Na instalação do município, em 1993, havia no município dois acampamentos de colonos sem terra. Um em áreas da EMBRAPA e outro junto a BR próximo ao trevo de acesso à sede do município. No final da primeira administração do município de Hulha Negra, segundo dados oficiais do INCRA, havia no município 235 famílias assentadas e não mais havia acampamentos de sem terra. No final de 2004 havia 870 famílias assentadas e 23 assentamentos.

Sem identidade histórico-cultural e muito mais próxima da sede de Candiota que de Hulha Negra, em 1994 iniciou um movimento no Jaguarão Grande com o objetivo de passar para o município de Candiota aquela região. Após processo de anexação na Assembléia Legislativa, a região passou para Candiota. A anexação se deu a partir de 01.05.1996. A área do município diminuiu de 1181,36 Km2 para 835, 52 Km², segundo a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, setor de cartografia, e a população oficial que era, em 1992, 7.351 habitantes, certamente superavaliada, passou para 6.012 habitantes em 2007/IBGE.

Esta é uma parte da história, aquela que conheço, e lembrei, construída a partir da iniciativa de alguns, porém, com o apoio dos Ritta, Cavalheiro, Feijó, Amaro, Coelho, Loguercio, Medeiros, Fernandes, Canto, Veiga, Costa, Scoto, Alves, Porto, Malaguês, Santos, Silva, Brasil, Baumbach, Mielke, Hartwig, Macke, Hoesel, Schneider, Hamm, Langer, Fürich, Martins, e tantos outros não citados, sem os quais não se teria construído esta história. Brevemente me propus a narrá-la, correndo o risco de ter esquecido detalhes importantes ou nomes expressivos. Não tive a intenção de ocupar o espaço dos historiadores que um dia haverão de narrar os episódios da nossa história. Porém, tendo convivido com muitos daqueles que lideraram os processos de transformação, me permiti escrever um depoimento com o único objetivo de apresentar um breve painel histórico.

Em 01.01.1993 foi instalado o município de Hulha Negra, com a posse do prefeito, vice e dos vereadores. A partir daí se começou a construção de uma outra história.

LAVRAS DO SUL

Data de emancipação = 09/05/1882

Área = 2.680 km2 – População = 9.350 habitantes – Entidade = CTG Lanceiros do Batoví, fundado em 11/06/1972

Lavras do Sul, a cidade, originou-se de um acampamento mineiro instalado às margens do Rio Camaquã para exploração das pepitas de ouro depositadas no leito do rio, antes disso, no entanto, há registros de que o ouro do território onde hoje é o município, foi explorado por portugueses e espanhóis.

O território do Município pertenceu inicialmente aos municípios de Rio Grande e de Rio Pardo quando a província de São Pedro possuía apenas quatro municípios (Santo Antônio da Patrulha , Rio Grande , Rio Pardo e Porto Alegre), depois fez parte do território de Nossa Senhora da Conceição da Cachoeira , com o passar do tempo passou a pertencer ao território de Caçapava e finalmente em 9 de maio de 1882 passou a categoria de Vila com o nome de Santo Antônio das Lavras, formada por territórios dos municípios de Caçapava do Sul e Bagé. Em 1938 passa à categoria de cidade com o nome de Lavras do Sul.

As disputas pelas terras conquistadas por Portugal e Espanha originaram tratados de limites como os de Madri e de Santo Ildefonso que tiveram suas linhas determinadas em documentos e posteriormente demarcadas, pois a linha do Tratado de Santo Ildefonso curiosamente faz uma curva sobre o território de nosso município, justamente sobre o distrito aurífero deste; e, as linhas dos dois tratados unem-se justamente sobre o território do município de Lavras do Sul, formando um vértice histórico.

Os jesuítas comandando um grupo de índios construíram em terras do Segundo Distrito de Lavras o Povoado de Santo Antônio, o Novo, que desapareceu por conta das guerras guaraníticas. Houve em nosso território a Batalha do Jaguary onde conquistadores e índios pereceram.

O Visconde do Serro Formoso, Francisco Pereira de Macedo, em 1865, recebeu o Imperador Dom Pedro II e sua comitiva que rumavam para Uruguaiana por ocasião da Guerra do Paraguai, em sua fazenda com uma banda composta por 60 escravos que tocaram o Hino Nacional Brasileiro. O Imperador que ia verificar a movimentação das tropas foi surpreendido pelo ato do cidadão lavrense que alforriou 50 de seus escravos para que fizessem parte do Exército Nacional, bem como quatro de seus filhos engajaram-se às tropas, forneceu ainda uma boa quantidade de cavalos crioulos para que servissem de montaria à tropa, por conta de que, recebeu do imperador o título de Barão, e depois, Visconde de Serro Formoso.

Foi pioneiro, o Visconde de Serro Formoso, na libertação de seus escravos tendo alforriado a todos em 1884, quatro anos antes da Abolição da Escravatura através da Lei Áurea.

ROSÁRIO DO SUL

Área = 4.466 km2 – População = 43.850 habitantes – Algumas Entidades = Coordenadoria Municipal de Tradicionalismo, CTG Adaga Velha OlivérioTadheu, fundado em 21/04/1965, GNF Farroupilha, fundado em 25/10/1982, PTG Bento Gonçalves, Piquete Jalmengo Azevedo, fundado em 20/10/03, PTG Os Maragatos, fundado em 06/10/1988, CTG Passo do Rosário, CTG Querência do General Abreu, fundado em 16/06/1968, PTG Querência do Xanota, fundado em 25/09/1981, PTG Querência Xucra, PTG Vigia do Itapeví,…

Rosário do Sul é conhecida por sua diversidade de Pontos Turísticos, sejam eles naturais, religiosos ou históricos, destacam-se entre eles, a Praia das Areias Brancas, de água doce e considerada a mais bela praia fluvial do Estado, recebeu este nome pelos seus 3km de areias finas e brancas. Ponto arborizado com infraestrutura completa de camping, local para caminhadas, restaurantes e bares, também é palco de concursos e shows. Possui uma extensa área de lazer que turistas e munícipes desfrutam durante a temporada de verão.

Outro ponto turístico natural é a Serra do Caverá, lindo local, composto por uma cadeia de picos quebrados, encravados entre as coxilhas pampeanas por cerros limpos e moderadamente ondulados. Foi palco de batalhas e revoluções, e ainda protege Rosário do Sul de fortes ventos e tempestades.

Inaugurada em 1969, a Ponte Marechal José de Abreu fica sobre o Rio Santa Maria, ela sai do município, na direção Leste. Considerada a maior ponte de concreto armado da Metade Sul do Estado, possui 1.772 metros de extensão, sendo a ligação entre os municípios das regiões Oeste e Leste do Rio Grande do Sul através da BR-290, bem como passagem de turistas da Argentina e Uruguai.

Como turismo religioso, destaca-se o Monumento a Nossa Srª. De Fátima, localizado na Praça do Estudante, é um monumento de alvenaria em forma cilíndrica, medindo 26m, encimado por uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, réplica da existente na cidade de Fátima em Portugal, sendo ainda, um dos mais altos monumentos religiosos em homenagem a esta Santa da América do Sul.

No turismo histórico, ganha destaque a célebre Batalha do Passo do Rosário, também conhecida como Batalha do Ituzaingó, entre os exércitos Brasileiro e Argentino. Batalha esta sem vencidos nem vencedores, que originou a República Oriental do Uruguai.

SANTA MARGARIDA DO SUL

Data de emancipação = 17/04/1996 (instalação administrativa = 01/01/2001)

Área = 958 km2 – População – 3.750 habitantes – Algumas Entidades = Associação Tradicionalista Margaridense, fundada em 09/05/2002, PTG Aconchego do Gaudério, fundado em 22/04/2002, PTG Estância do Sobrado, fundado em 15/06/2001 e CTG Plácido de Castro, fundado em 04/07/1976.

Santa Margarida pertencia ao município de São Gabriel, como Distrito, do qual foi desmembrado pela Lei, nº 10.751/96, de abril de 1996.

O Município surgiu a partir da ideia de um grupo de margaridenses que acreditava que a emancipação traria desenvolvimento.

A Comissão Emancipatória, criada em 24 de junho de 1994, foi assim composta: Presidente: Orestes da Silva Goulart, Vice – presidente: Círio Pedrotti, 1º secretário: Darcy Froehlich; 2º secretário: Paulo César Saldanha Goulart; 1º tesoureiro: Italmar Maldonado Chaves; 2° tesoureiro: Círio Lauxen. Conselho Fiscal: Delir dos Santos Rocha, Jaci Martins Silveira, José Italazairu Brum. Suplentes: Elton Leão Faria, Marcelo Rodrigues Muller, Aristides Jovenal Jardim.

O credenciamento oficial da Comissão foi expedido em 26 de janeiro de 1995 pela Assembleia Legislativa do Estado. A partir daí uma série de providências foram tomadas sobre transferências legais e legítimas de títulos de eleitores com residência e propriedade na área emancipada. O primeiro Plebiscito marcado para perguntar se a população queria ou não a emancipação não foi realizada devido a grande movimentação dos contrários ao movimento. Foi preciso recorrer ao TSE para reverter a situação e o Plebiscito ocorreu em 24 de março de 1996 com 1.056 votos “sim” e 243 “não”.

Apesar do Município ter sido emancipado em 1996 não foi neste ano que os Margaridenses escolheram seu Prefeito, apenas em 2000 houve eleição, e o primeiro Prefeito foi o Ilustre cidadão, Presidente da Comissão Emancipatória, Sr. Orestes da Silva Goulart.

O Município permaneceu com o mesmo nome de quando ainda era Distrito, acrescentando-se apenas “do Sul”. O nome Santa Margarida segundo a história oral originou-se da homenagem feita a dona de uma grande fazenda de gado existente da região. A extensão desta estância abarcava quase todo o distrito de Santa Margarida, porém, através da evolução histórica as terras pertencentes à Estância de Santa Margarida foram sendo divididas, passando a pertencer a vários proprietários.

SANTANA DA BOA VISTA

Data de emancipação = 17/09/1965

Área = 1.616 km2 – População = 9.750 habitantes – Alguma Entidades = Coordenadoria Municipal Tradicionalista, fundada em 19/05/1994, PTG Chimarrão Crioulo, fundado em 20/09/1983, CTG Fogo de Chão, fundado em 05/10/1991, CTG Marca dos Tempos, fundado em 20/08/1987, PTG Presilha do Rio Grande, fundado em 30/08/1988, PTG Sobra de Guerra, PTG do Tigre, fundado em 29/12/1985 e CTG Tropeiro Velho, fundado em 26/07/1975.

Jacinto Inácio da Silva, (1772/1841), filho de Leonardo Fagundes e Inácia de Jesus (ambos naturais de Ilha Terceira, nos Açores), segundo registros civis, morador da Costa do Camaquã/Campina (então Caçapava do Sul) por volta de 1792. Homem de posses e pessoa de projeção no seu meio, sofreu o ataque de uma “tigra”, ferindo-se gravemente, no ano de 1821. Religioso, invocou o nome de Nossa Senhora de Santa Ana, apelando por salvação.

Como, por fim, conseguiu abater a fera, mandou que fosse erguida uma capelinha de sapé, em agradecimento à Santa.

A 1º de novembro de 1821, deu-se a permuta da terra onde hoje está a cidade de Santana da Boa Vista, que pertenceu a João Aleixo Carvalho. A área permutada localizava-se em “Faxinal”, nome primitivo do lugar.

O município de Santana da Boa Vista foi pró-emancipado a 26 de julho de 1965 e emancipado a 17 de setembro de 1965. Data de 06 de maio de 1966 a instalação do município.

SANT’ANA DO LIVRAMENTO (Fronteira da Paz)

Data de emancipação = 10/02/1857

Área = 6.963 km2 – População = 91.950 habitantes – Algumas Entidades = Associação Tradicionalista Santanense, fundada em 02/08/2005, CTG Crioulos da Fronteira, CTG Estância Velha da Tradição, CTG Fronteira Aberta, fundado em 11/05/1955, PTG Jayme Caetano Braun, DTG Lenço Branco, GT Nascente do Ibirapuitã, fundado em 20/06/1998, CTG Presilha do Pago da Vigia, fundado em 26/08/1986, CTG Princesa Isabel, CTG Rincão da Carolina, fundado em 30/07/1984, Grupo Santanense de Cavalgadas, fundado em 29/03/2004, CTG Sentinela do Planalto, CTG Sinuelo do Caverá, fundado em 04/10/1984,

Quem Somos e Onde Estamos

Sant’Ana do Livramento cognominada oficialmente de “Fronteira da Paz”. Nasceu de um período de guerras, quando a posse da terra dependia da sorte das armas e quando as instáveis fronteiras eram defendidas com as pontas das lanças, das patas dos cavalos e do gume das espadas, em combates de peito a peito, de ombro a ombro, de pupila a pupila.

Origem e Povoamento

Em 1810 os acontecimentos que se desenrolaram no Rio da Prata e deveriam terminar com a emancipação política das colônias espanholas, pôs em perigo a situação do governo de Montevidéu. Esse fato causou muita intriga e com isso a 1ª intervenção militar do Brasil Reino. A organização de um exército de tropas de linha territorial no Rio Grande do Sul foi necessária. Foi enviado para guarnecer as fronteiras de Bagé e Livramento o Exército Pacificador, comandado por Diogo de Souza (1° Conde de Rio Pardo).

Este exército foi dividido em dois destacamentos principais e estabeleceu-se no Rio Ibirapuitã (Ibira – árvore, madeira, pau. Puitã – vermelho = árvore vermelha).

Este acampamento na época chegou a ser chamado de Cidade de São Diogo, e foi aí que se deu o início do povoamento de Sant’Ana do Livramento com a construção da capela junto ao arroio Ibirapuitã.

Mais tarde, autoridades religiosas não aprovaram o local e dependência da capela. Foi então que a capela definitiva foi construída no local denominado Itacuatiá (Ita – pedra. Cuatiá – pintar = Pedra Pintada).

Construindo a capela definitiva com a denominação de Nossa Senhora do Livramento no dia 30 de julho de 1823, data que assinalou a fundação oficial da cidade.

Colonização

O início do povoamento de Sant’Ana do Livramento foi em 1814, quando o Marquês de Alegrete fez as doações das primeiras sesmarias (uma légua de frente por três de fundos) para Belarmina Coelho, João da Costa Leite e Antonio José de Menezes.

Em 1818, tendo assumido o governo da Província, o Conde de Siqueira, Dom José Castelo Branco da Cunha de Vasconcelos e Souza, incentivou o povoamento da região concedendo sesmarias em maior número.

Os primeiros colonizadores que habitaram nossa cidade foram os índios Charruas e Minuanos, pertencentes ao grupo Guaicurus do Sul.

Os primeiros europeus que vieram para habitar o Rio Grande do Sul e nossa região foram os jesuítas espanhóis, habitando a região do Prata e contribuindo com a formação e povoamento de Sant’Ana do Livramento.

Etnias

  • Índios Charruas e Minuanos;
  • Jesuítas Espanhóis;
  • Portugueses e Italianos.

SÃO GABRIEL (Terra dos Marechais)

Data de emancipação = 04/04/1846

Área = 5.020 km2 – População = 58.200 habitantes – Algumas Entidades = PTG Amigos do Laço, CTG Caiboaté, fundado em 31/10/1953, CTG Clarim Campeiro, fundado em 02/07/1985, PTG Dácio Assis Brasil, PTG Flete de Guerra, CTG Lenço Branco, PTG João Carlos da Silva, PTG Novo Grito, fundado em 04/10/1987, PTG Os Vaqueanos, fundado em 18/08/1986, CTG Passo do Ivo, CTG Querência do Pai Quati, fundado em 08/08/90, CTG Querência Xucra, fundado em 25/05/74, PTG Rancho da Saudade, CTG Sentinela do Forte, fundado em 08/09/1994, CTG Sentinela do Rio Grande, fundado em 30/09/1986, GTC Sepé Tiarajú, fundado em 10/05/2005, CTG Tarumã, fundado em 16/10/1963, CTG Três Querências, fundado em 30/04/1981, …

“A história de São Gabriel inicia em 1800, quando o naturalista espanhol Félix de Azara, ao chegar ao Cerro do Batovi, funda a primeira povoação, de origem espanhola. Em 4 de abril de 1846, já no seu atual local – antiga Sesmaria do Trilha, com colonização portuguesa, foi elevada a categoria de vila, com a instalação da Câmara de Vereadores, sendo considerada a data de aniversário de emancipação.”

Em 1840 foi Capital da Republica Riograndense. No ano de 1841 ao deixar a revolução Giuseppe Garibaldi rumo ao Uruguai passa por São Gabriel, “tropeando” 900 cabeças de gado, como pagamento de seus 04 anos de serviços prestados aos farroupilhas. E a seu lado e a cavalo, duas grandes lembranças do Brasil: sua heróica Anita e, em seu colo, seu filho Menotti.

Com a Lei Provincial n.º 8 de 04 de abril de 1846, SÃO GABRIEL foi elevada a categoria de município, com a instalação da Câmara de Vereadores, cujo presidente exercia o Poder Executivo.

SÃO GABRIEL historicamente é ligada as armas, TERRA DOS MARECHAIS, como é chamada, já que aqui nasceram os Marechais João Propício Menna Barreto, Fábio Patrício de Azambuja, o Presidente da República Hermes Rodrigues da Fonseca e João Batista Mascarenhas de Moraes, o comandante da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial, durante as batalhas na Itália. Outros militares gabrielenses fizeram parte da história nacional, como o Coronel José Plácido de Castro, o desbravador que conquistou o Acre.

A vocação militar conviveu pacificamente com a Poesia e outras artes, projetando para o Brasil o gabrielense Alcides Maia, o primeiro Gaúcho admitido na Academia Brasileira de Letras e o Padre Leonel Franca, teólogo fundador da PUC do Rio de Janeiro.

A história política do Município conta com personagens como o Castilhista Fernando Abbott, Presidente do Estado e o Embaixador Francisco de Assis Brasil, fundador e líder do Partido Libertador.

SÃO GABRIEL é considerada o último reduto dos Carreteiros, o mais antigo meio de locomoção inventado pelo homem.

Quando se pronuncia o nome “São Gabriel” naturalmente atenta-se somente sobre o nome do município, pouco sobre sua origem, ou como tivera sido escolhido. O nome do município (São Gabriel) aqui no Rio Grande do Sul é uma homenagem ao Vice-Rei do Rio da Prata em 1800, Dom Gabriel.

Isso ocorreu quando Dom Félix de Azara fundou a primeira São Gabriel nessa data, no local chamado ainda hoje de Distrito do Batovi, como conta à história. Nesse local havia nessa época um posto avançado com oito homens que cuidavam da cidade ora fundada.

A região apresenta paisagens típicas da fronteira gaúcha, onde o uso pecuário se mescla com a orizicultura (plantio de arroz), em campos situados em coxilhas de baixa declividade com várzeas constituindo atrativos naturais que atraem e encantam o turista por possibilitarem visualizar o horizonte à distância. Na região da Palma, situada no distrito de Suspiro, temos uma paisagem diferente constituída por terrenos mais inclinados, predominando relevos ondulados com muitas rochas. Nesta região também ocorrem, em menor proporção, relevos fortemente ondulados e enormes paredões de pedra originados da exploração de depósitos minerais de calcário.

No distrito do Batovi, encontra-se o ponto de encontro das três regiões hidrográficas do Estado, a região hidrográfica do Uruguai, a região hidrográfica do Guaíba e a região hidrográfica das Bacias Litorâneas. O local é assinalado por um monumento indicando a orientação geográfica das três regiões hidrográficas.

No centro da cidade, paralela à Rua General Câmara, corre a Sanga da Bica, com sua mata ciliar, protegida por Lei Municipal, até encontrar o rio Vacacaí. Seu nome deve-se ao fato de ser o local onde os primeiros moradores da povoação abasteciam-se de água.

MUNICÍPIOS = 12

ÁREA = 37.466,92 KM2 (13,04 da área do RS)

POPULAÇÃO = 460.450 habitantes (4,15 da população do RS)

ENTIDADES FILIADAS = aproximadamente 83

COORDENADORES REGIONAIS(CONSELHO DE VAQUEANOS)

1968/69 – Luis Carlos Corrêa da silva

1969/70 – Francisco Clésio Teixeira

1970/71 – Doroty Neves Teixeira Machado

1971/72 – José Hilário Retamozo

1972/73 – Roberto Ribeiro

1973/74 – Nicolou Rodrigues

1974/75 – Lourival Raimundi

1975/76 – Wilmar Vila Menezes

1976/77 – Átila Sá Siqueira

1977/78 e 1978/79 – Gabriel Maurício Miranda Munhoz

1979/80 – Walter Mendes Mucha

1980/81, 1981/82 e 1982/83 – Zeno Dias Chaves

1983/84 – Nelso da Silva Oliva

1984/85 – Felisberto Corrêa Alves

1985/86, 1992 e 1995 – Adair Gomes Vargas

1986/87, 1987/88 e 1988/89 – Benjamin Feltrin Neto

1990 – João Carlos Fagundes Cardoso

1991 – Olmiro Pereira Bastos

1993, 1994 e 1996 – Paulo Jorge Passos dos Santos

1997 – José Francisco Teixeira

1998, 1999, 2000, 2005, 2006, 2007, 2009 e 2010 – Italmir Maldonado Chaves

2001, 2002 e 2013 – Jorge Luis Braga Abbot

2003 e 2004 – Mirabeau Borba dos Santos

2008, 2010 e 2011 – Julio Saraiva

2012 – Rui Francisco

2014, 2015 e 2016 – Gilberto Silveira

 PRESIDENTES DO MTG

1987, 1988 e 1989 – Zeno Dias Chaves

1994 e 1995 – Benjamin Feltrin Neto

CONSELHEIROS BENEMÉRITOS

José Francisco Teixeira, Mauricio de Miranda Munhoz, Benjamin Feltrin Neto e Zeno Dias Chaves

Assim encerramos mais um Proseando com Ratinho Chaves, na certeza de ter contribuído para com cada um de vocês na informação sobre os 12 municípios que fazem parte da 18ª Região Tradicionalista e sobre a história desta Região do Movimento Tradicionalista Gaúcho.

“Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra”.

Sobre Leandro Chaves

Leandro Chaves
Professor e Tradicionalista. Filho de Italmir Maldonado Chaves (in memoriam) e Ana Maria Castro Chaves. Exerceu diversas funções em Entidades Tradicionalistas de São Gabriel; foi Sota-Capataz e Tesoureiro da 18ª Região Tradicionalista. Atualmente integra o Departamento Social do CTG Tarumã. É o idealizador do Mennatchê, um evento tradicionalista realizado no mês de Setembro, dentro de uma Escola Pública, que tem como objetivo cultuar as tradições do RS.

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