quarta-feira, 17 Janeiro 2018
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Os dois lados de Bento Amaral, por Euclides Torres

O jornalista caçapavano Euclides Torres está lançando mais um livro. Assim como em A patrulha de sete João e Farrapos&Sabinos, suas obras anteriores, utiliza as técnicas da reportagem para perscrutar a História. Desta vez, investiga a biografia de Bento Manoel Ribeiro, personagem considerado por muitos como o anti-herói da Guerra dos Farrapos.

tide-234x300Bento Manoel Ribeiro: o caudilho maldito é o resultado de quatro anos de pesquisa. Não é para menos: trata-se da figura mais controversa da História gaúcha. Para dar uma ideia, basta dizer que durante a Revolução Farroupilha mudou de lado quatro vezes. Sempre causou surpresa aos inimigos, seja com ataques engendrados com astúcia, ou simplesmente deixando de aparecer para o combate.tide

Assim como sua personalidade, sua trajetória também é cercada de mistérios e contradições. Nem sua data de nascimento se sabe. Acusado de traidor e velhaco, divide historiadores e pesquisadores até hoje. Certo é que foi decisivo em todas as guerras que participou em mais de 50 anos de carreira militar. Nesse período, o caudilho nascido em Sorocaba tornou-se profundo conhecedor do terreno e da gente do pampa. E também um dos homens mais ricos da Província. Legou a seus descendentes e afilhados imenso poderio econômico e político. Tanto que no imaginário popular sua história mistura-se com a lenda da Salamanca do Jarau, que torna rico um homem pobre. Em tempo: Bento Manoel era dono da Estância do Jarau, formada na época por nada menos que 61 mil hectares de bons campos. A propriedade foi comprada com um empréstimo concedido pelo presidente do Uruguai, Fructuoso Rivera.

O caudilho maldito é lançamento da editora Edigal, de Porto Alegre, mas foi todo feito em Caçapava, como destaca o autor, desde a pesquisa até a edição final. Na Capital está à venda nas livrarias Érico Verissimo e Martins Livreiro, no Centro, e na Palavraria, no bairro Bom Fim. Em Caçapava pode ser encontrado no Chalé dos Livros (Silva Jardim, 878) e na Gazeta (15 de Novembro, ao lado do supermercado Peruzzo).

Bento Manoel morou em Caçapava.

O livro O caudilho maldito traça um panorama da História do Rio Grande do Sul, da região do Prata e do Brasil no período de 1800 a 1855, aproximadamente. Muitos episódios contados ocorreram em Caçapava.

Um deles, por exemplo, mostra o ambiente perigoso que dominava as eleições, descrevendo as desculpas que quatro mesários alegavam para não participar dos trabalhos eleitorais para os quais estavam designados. Em resumo: todos estavam doentes, com dor de barriga ou machucado no pé.

O personagem central, Bento Manoel, veio morar no município de Caçapava com apenas cinco anos de idade, vindo de Sorocaba, acompanhando seu pai e irmão, que eram tropeiros. Foi morar numa fazenda em São Sepé, que naquele tempo fazia parte do município de Caçapava. Ali cresceu, trabalhou de peão e entrou como soldado raso para o Regimento de Milícias imperiais aquartelado em Caçapava. Começou a ganhar dinheiro com o casamento com uma rica herdeira caçapavana. Teve casa, mulher, filhos e campos aqui, na região do Cambaí.

Fonte: Gazeta de Caçapava.

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