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Passar

O passar contínuo faz transbordar as lembranças, como se o pensar fosse um grande rio, quem sabe uma sanga mansa murmurando sua canção interminável, mas por onde o barco do tempo veleja.

Um corpo d’água, que mesmo o abraçar paciencioso de raiz de corticeira não ataca, apenas tece acordes de suas úmidas inimagináveis cordas.

Uma pequena e gigante cachoeira se forma.

O passar, então, como sanga que corta um rincão de figueirilhas, angicos e cambarás, guarda entre as pedras seus humildes mistérios.

Quem sabe, seja tempo.

Quem sabe, seja simplesmente ser.

Ou estar, pois nada permanece como é.

De navegações apenas, o tino é a roda de timão.

Imagens, na escuridão incandescente da ignorância, quando existem, são fortes, vêm da poesia ausente e inevitável.

Como são inevitáveis, ela e a tristeza.

Se evitar deveria, o tempo…

A vida, por ora, é a canoa da alma.

Passar por passares…

Sobre Luiz Carlos Lopes

Luiz Carlos Lopes
Luiz Carlos Lopes, nasceu em 28/09/1975 na cidade de Cachoeira do Sul, Piquiri/RS. Servidor público estadual e jornalista.

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