terça-feira, 20 novembro 2018
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Proseando com Marcos Roberto Martins Bandeira

Buenas Gaúchos e Gaúchas deste Mundo Grande de Deus. Nossa prosa desta semana foi com o tradicionalista Marcos Roberto Martins Bandeira, um gaúcho que se dedica incansavelmente para levar as tradições gaúchas aos quatro cantos deste Rio Grande do Sul.

MARCOSAbrindo nossa prosa, perguntamos ao nosso entrevistado da semana como iniciou sua trajetória no Movimento Tradicionalista e quais são as suas funções atualmente no tradicionalismo?

Marcos Bandeira, inicialmente agradeceu ao Mundo Tradicionalista pelo convite em poder estar Proseando com o Ratinho Chaves; e falou de sua trajetória no tradicionalismo: da qual iniciou no CTG Querência Xucra, onde fez parte da Patronagem por sete anos. Falou ainda que teve como mestre, um dos maiores tradicionalistas de São Gabriel e pra não dizer da Região que foi Júlio Saraiva, ao qual, ele Marcos deve tudo que sabe e também aprendeu. Com Júlio Saraiva aprendeu a amar mais ainda o tradicionalismo e claro a sua maior paixão que é a dança; Atualmente, Marcos está atuando como coordenador da Invernada Artística Adulta do PTG RANCHO DA AMIZADE.

Seguindo a Prosa com nosso convidado da semana, perguntamos ao Marcos Bandeira como ele está vendo o Movimento Tradicionalista nos dias atuais?

Marcos, Coordenador da Invernada Adulta do PTG Rancho da Amizade, nos disse: Nota-se que existem pessoas com muito interesse em engrandecer e não deixar a chama morrer, mas passamos muitas dificuldades, tanto econômica, como social, pois esta havendo um desvio dos jovens, e também o próprio MTG que nos coloca várias regras e também taxas, mas o retorno qual é? Não querendo ser intolerante, mas é a realidade. Sei que temos que ter regulamentos e tudo mais e seguir, mas tem que haver um retorno e não ser submetidos a regras e regras. 

Nossa prosa segue, e a Coluna Proseando com Ratinho Chaves faz a seguinte colocação: Em sua opinião, como você vê a participação de crianças e adolescentes no tradicionalismo, principalmente me relação aos Grupos de Danças Gaúchas das Entidades Tradicionalistas de São Gabriel?

Hoje vejo pouco foco tanto pelos jovens como pelos pais, a alguns anos atrás era o prazer para os pais verem seus filhos nas entidades tradicionalistas, mas hoje alguns até tem vergonha, por incrível que pareça, de entrarem em um CTG. Acredito que nossa juventude tem como preferencia o funk, hap e outras modas, e também pelos custos que a maioria acha altíssimo, e foi diminuindo o interesse pelas invernadas.

Seguindo essa Prosa Campeira e Gaúcha, fizemos ao tradicionalista Marcos Bandeira o seguinte questionamento: Podemos presenciar que o PTG Rancho da Amizade é uma das poucas entidades tradicionalistas de São Gabriel que consegue manter um Grupo Adulto ativo, com inúmeros pares. Quais são as ações que você faz para conseguir manter um grupo adulto nos dias atuais, principalmente em São Gabriel?

Marcos nos disse que o trabalho é árduo, dentro possível tentamos solucionar os problemas, pois como invernada adulta, há vários detalhes como alunos que estudam de noite, distância do local e horário para ensaio. Para manter o grupo ativo temos como objetivo manter sempre uma parceria e amizade, pois a invernada deve ser a nossa segunda família. No grupo todos tem o direito de argumentar e colocar suas opiniões, pois assim, os faço verem que existem diversão e alegria no grupo, e não apenas ensaiar e ensaiar; pois tem que ter algo mais para eles se manterem focados.

E a prosa segue numa descontração, com amizade e autenticidade, pois nossa Coluna Proseando com Ratinho Chaves tem um propósito, estar sempre levando as informações e proseando com Gaúchos e Gaúchos que dedicam parte de sua vida ao nosso Movimento Tradicionalista. Prosseguindo, questionamos Marcos Bandeira no seguinte: Como responsável pelo Grupo Adulto do PTG Rancho da Amizade quais as principais ações que são desenvolvidas para captar recursos e conseguir manter o Grupo de Dança ativo o ano inteiro?

Marcos nos disse: que na verdade são várias, pois como não temos um grande apoio dos empresários de São Gabriel, temos que criar maneiras de atrair recursos, então é feito galeto, mocotó, rifas e também realizamos jantar bailes, este ultimo, como não temos local próprio e tem que ser locado, faz esporadicamente por causa do custo.

E a prosa segue com Marcos Bandeira, Coordenador da Invernada Artística Adulta do PTG Rancho da Amizade e, a Coluna do Ratinho Chaves não poderia deixar de questionar o nosso entrevistado sobre: Podemos visualizar uma diminuição da participação de crianças e jovens no tradicionalismo. Quais os pontos positivos e quais os negativos que influenciam está diminuição, nos dias atuais?

Os positivos seria o fator formação, pois muitos precisam estudar fora e assim não podem dar continuidade, no caso negativo volto a tocar no mesmo detalhe que é o financeiro, pois os custos são altos e sem apoio acaba afastando os jovens.

Questionamos também Marcos Bandeira sobre: Visualizando um futuro próximo, o que as Entidades Tradicionalistas podem fazer para atrair uma maior participação de crianças e jovens no tradicionalismo, pois a nossa região, geograficamente, está em desvantagem em relação às demais regiões?

Marcos mais uma vez foi enfático: Imagino que se houvesse mais união entre as entidades e não “guerra”, pois alguns se tornam rivais, e esquecem que o tradicionalismo é feito para unir e socializar as pessoas conseguiria atrair mais jovens.

Marcos também disse: Acredito que se as Escolas auxiliassem e trabalharem em cima do tradicionalismo e colocar talvez até como disciplina, seria uma grande ajuda, pois assim os jovens vão entender o valor do tradicionalismo e por que muitos são alma e coração tradicionalista, ajudando assim as nossas entidades a buscarem trazer de volta as pessoas para este local social, educativo e familiar que é as Entidades Tradicionalistas.

E a prosa se aprochega para seu final, mas antes questionamos Marcos sobre o seguinte: Em sua opinião, quais as perspectivas para o futuro do tradicionalismo?

Marcos nos disse: se não focarmos todos em um mesmo ideal, ou seja, trabalharmos unidos, divulgar e destacar o tradicionalismo, ele aos poucos irá morrer, pelo menos em nossa cidade. É triste dizer, mas é a mais pura realidade, então os empresários, a população e o Poder Publico deve rever seus critérios e buscar apoiar as entidades, os grupos de danças, pois não podemos deixar nossa arte morrer.

Nossa prosa da semana chegou ao fim e a Coluna Proseando com Ratinho Chaves pediu que o entrevistado da semana, tradicionalista Marcos Roberto Martins Bandeira, Coordenador da Invernada Adulta do PTG Rancho da Amizade, deixasse sua mensagem aos Pais ou Responsáveis para incentiva-los a trazer seus filhos a participar de uma Entidade Tradicionalista e se inserir no contexto do tradicionalismo?

Marcos foi direto: Diria para todos que não existe local mais saudável, social e familiar para seu filho conviver, pois buscamos introduzir o jovem para saber quais são os nossos ideais? Por que devemos amar e honrar este nosso grande Estado? E finaliza: tenho o prazer de dizer que sou gaúcho, de alma e coração.

A Coluna Proseando com Ratinho Chaves agradece ao tradicionalista MARCOS ROBERTO MARTINS BANDEIRA pela prosa e que nossa conversa traga muitas reflexões junto a família, bem como, nos empresários, Poder Público e dirigentes do nosso tradicionalismo, pois com diálogo, empenho e dedicação de cada um vamos cada vez mais fortalecer o nosso tradicionalismo e possibilitar que cada vez mais crianças e jovens venham fazer parte da família tradicionalista.

Uma ótima semana a todos. Saudações Tradicionalistas.

“Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra.”

Sobre Leandro Chaves

Leandro Chaves
Professor e Tradicionalista. Filho de Italmir Maldonado Chaves (in memoriam) e Ana Maria Castro Chaves. Exerceu diversas funções em Entidades Tradicionalistas de São Gabriel; foi Sota-Capataz e Tesoureiro da 18ª Região Tradicionalista. Atualmente integra o Departamento Social do CTG Tarumã. É o idealizador do Mennatchê, um evento tradicionalista realizado no mês de Setembro, dentro de uma Escola Pública, que tem como objetivo cultuar as tradições do RS.

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