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Ser peão … ser prenda … uma incansável caminhada

Nesta semana vamos falar do SER PEÃO e SER PRENDA. Nossa coluna vai abordar o caminho de uma criança, menina, adolescente ou uma pessoa já adulta até chegar à conquista máxima de um Concurso de Prendas ou Peões.

AFINAL, O QUE É SER PEÃO E PRENDA? (Texto da Jornalista Mariana Mallmann)

Há muito tenho tentado encontrar justificativas para entender o porquê tantas Prendas e Peões do Rio Grande do Sul, simplesmente, passam por suas gestões. É, passam. Muitos nem são lembrados. Em menos de um ano, mesmo quem está em contato constante com o Movimento Tradicionalista, não lembra quem foram os representantes da juventude gaúcha do ano anterior. Se tentarmos formular uma lista de quem, realmente, valeu a pena nos últimos anos, fica complicado. E, olha, foram muitos, se considerarmos que, a cada ano, são nove novas prendas e seis novos peões. Mas, afinal, será que existe alguma explicação para esta realidade?

Em um Entrevero Cultural de Peões, troquei ideias com algumas pessoas. Questionei várias e tentei entender os por quês. Afinal, sempre me pergunto: será que nosso regulamento está favorecendo esse tipo de situação? Será que somos nós os errados, por talvez não orientarmos da forma correta os jovens (não que eu não seja mais jovem)? Será que a juventude de hoje vive com outros princípios? Será que o problema está na base, ou seja, nas nossas entidades tradicionalistas? É, são as muitas perguntas!

Entretanto, em conversa com o ex-presidente do MTG, Sr. Manoelito Savaris, cheguei a conclusão que muitos são os motivos. Não podemos nos limitar a apenas um aspecto. Porém, agora, entendo que o maior problema é a falta de consciência em relação ao verdadeiro papel da Prenda e do Peão Estadual. Muitos jovens fazem de tudo para conquistar os títulos máximos. Mas, quando chegam lá, não sabem para que eles servem, o por quê eles existem. Infelizmente.

Depois de estar no Concurso Estadual de Peões, listei cinco aspectos que considero importantes de serem analisados pelos representantes, neste caso, tanto estaduais, quanto regionais e de entidade. Talvez, muitos devem estar pensando: mas quem é essa louca para dizer o que é importante e o que não é? Quem foi ela? O que ela fez demais? É, talvez eu não tenha feito coisas mirabolantes durante as minhas duas gestões enquanto Prenda Estadual, mas procurei ser digna aos cargos que ostentei. Se errei? Claro que errei. Tanto é que, se pudesse voltar no tempo, faria muita coisa diferente. No entanto, considero que isso natural, afinal, agora tenho mais experiência. De qualquer forma, orgulho-me do que fiz. Talvez, pelo que plantei como 2ª Prenda Juvenil e 1ª Prenda do Estado, hoje, trabalho diretamente com o MTG.

Então, aí vão as minhas considerações:

1º) Não esqueça jamais de onde você veio, digo CTG e região. Lembre-se sempre que foram eles que lhe apoiaram ao longo da caminhada. Claro, às vezes, a relação pode não ser tão próxima, porém, sempre é possível fazer o mínimo. E, quando digo mínimo, é continuar participando das atividades promovidas por eles e os tratando em pé de igualdade. Ser Prenda e Peão Estadual ou Regional, não significa ser mais do que ninguém.

Além disso, serão eles que darão a referência quando outra entidade ou outra região procurar mais informações sobre você. Por exemplo: se eles não lhe indicam para dar uma palestra ou conversar com outros jovens, será que não tem algo errado? Bom, eu acho que tem.

2º) Parece óbvio, todos sabem que as Prendas e Peões são os representantes da juventude gaúcha. No entanto, isto não pode ficar apenas no discurso. A representação deve valer para todas as atividades, todas as situações, todas as ocasiões. Por isso, volte um pouco no tempo e lembre-se do período em que você era peão ou prenda da entidade. Como você gostaria de ser tratado pelos representantes do Estado e da Região? Como você os via? É, exatamente, assim que eles lhe verão.

Sempre costumo dizer, que é possível, e como, se divertir ao longo da gestão. Mas, nos momentos solentes, durantes os eventos, a maturidade deve prevalecer. Ser prenda e peão é ser líder. É isto que todos esperam dos representantes estaduais… liderança. Aí, entra o terceiro item.

3º) Está enganado quem pensa que ser líder significa ser mais do que os outros. Pelo contrário, um bom líder, sabe valorizar o talento de cada integrante da sua equipe. Portanto, ouça sempre os seus colegas. Eles têm conhecimento para contribuir. Isto é imprescindível para o trabalho dar certo. Toda gestão é feita pelo trabalho de equipe.

4º) Mantenha uma relação de confiança com a diretoria do MTG, com as coordenadorias e patronagens. Às vezes, achamos que eles não dão espaço suficiente aos jovens. No entanto, é preciso ter consciência que a conquista do espaço depende de cada um. Então, mostre que você é, opine e dialogue. Na Convenção e no Congresso, vá ao microfone e fale o que você pensa. Participe!

5º) Quando disse, participe… é participar mesmo! Ação!!! Prenda e Peão não foram feitos para carregar maletinha e tirar fotos. O principal é fazer acontecer. Ter projetos, propostas bem estruturadas. Elas podem ser apresentadas diretamente para as patronagens e diretorias, ou nos eventos oficiais. Não importa. O importante é movimentar. Aí também entra o contato com os representantes regionais e das entidades. Permaneçam próximos, não se fechem em grupinhos. E, dentro do possível, aceitem convites para os eventos, viajem, deem palestras.

Deixei apenas cinco dicas. Poderia ter listado tantas outras, mas acredito que estas incluem o mínimo que pode ser feito durante uma gestão.

Bom, agora, resta desejar aos novos Peões do Rio Grande do Sul um excelente ano de trabalho!

DEDICAÇÃO INCANSÁVEL… (Matéria extraída do G1RS)

Dedicação, muita dedicação, e amor pelo Rio Grande do Sul. Esses são dois dos principais requisitos para vencer todas as etapas que levam a ostentar o título de Primeira Prenda, do Estado. O posto requer uma preparação de pelo menos três anos. Para colocar a faixa, a representante precisa vencer três eliminatórias.

“Primeiro tem que se preparar para ser escolhida prenda da sua entidade (CTG), aí se prepara um ano para participar de um Concurso Regional (RT). Depois, mais um ano para concorrer a Primeira Prenda do Estado”, explicou ao G1 Maria Regina Cava Arce, avaliadora regional há oito anos e patrona da Semana Farroupilha de Gravataí.

Diferente dos concursos de misses, a beleza não é julgada. Os pré-requisitos são ser solteira, não ter filhos e não morar de forma estável com companheiro. Habilitada para concorrer, a candidata precisa passar por provas artísticas e de conhecimentos.

“É um concurso de conhecimento, sociabilidade e simpatia. Não inclui beleza. Faz a prova escrita (historia, geografia e conhecimentos gerais) uma redação com tema tradicionalista. Depois, faz a prova artística. Primeiro tem que declamar, cantar ou tocar um instrumento. Em seguida tem que dançar uma dança tradicional e uma dança de salão. Por último, precisa fazer uma apresentação oral sobre um tema tradicionalista sorteado 15 minutos antes”.

Participação em eventos

Além das provas e apresentações, a Primeira Prenda precisa ser atuante em eventos sociais. Certificados são exigidos para que a concorrente siga em condições de disputa. Para isso, ela precisa comparecer a eventos estaduais, congressos e encontros tradicionalistas. Em cada um deles a prenda vai colhendo certificados. Para comprovar a presença, tem que tirar fotografia ao lado da faixa do evento.

Se escolhida como Primeira Prenda, a função social também é uma das principais.Será ela uma das responsáveis por representar o Estado em diversos eventos culturais. Entre os encargos estão ajudar a difundir as raízes gaúchas, despertar o interesse dos jovens para que ingressem no movimento tradicionalista e promover reuniões e eventos que incentivem a cultura rio-grandense.

COMPROMISSO DOS PAIS

Após refletirmos sobre o assunto acima exposto, importantes colocações da Jornalista Mariana Mallmann e do G1RS, vamos regaçar as nossas mangas, colocar o pé no estribo e começar uma caminhada com nossa filha, de apenas 10 anos, mas que com muita dedicação, esforço e responsabilidade estará a partir do próximo sábado levando o nome do Centro de Tradições Gaúchas Tarumã, da nossa São Gabriel, como Primeira Prenda Mirim.

O caminho é de muita responsabilidade, mas temos a certeza que jamais nossa filha medirá esforços para representar nossa entidade. Não apenas ter uma faixa de couro, mas sim ter um compromisso de divulgar e difundir o que de melhor existe em nossa cultura gaúcha.

Somos sabedores que vamos dormir tarde, quando não passarmos noites sem dormir, e levantar cedo, deixar de lado alguns momentos em família, mas também somos sabedores que será por uma causa nobre, incansável, pois nossa cultura merece ser difundida, pois é a maior herança herdada de nossos antepassados.

Nos dias atuais a nossa sociedade passa por muitas turbulências, não diferente em nosso movimento tradicionalista, mas podemos dizer com muito orgulho que ainda é o movimento mais sadio que existe em nosso universo. Nossos filhos estando dentro de uma Entidade Tradicionalista, por enquanto, estão livre quase que 100% dos males que afligem nosso País.

Vamos em frente, pois apenas estamos iniciando uma caminhada, que sabemos que terão muitos obstáculos, mas com a força de Deus e com o apoio de cada gaúcho podemos, com certeza, superar qualquer um desses obstáculos e pedras que por venturar surgir em nosso caminho.

“Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra”.

Sobre Leandro Chaves

Leandro Chaves
Professor e Tradicionalista. Filho de Italmir Maldonado Chaves (in memoriam) e Ana Maria Castro Chaves. Exerceu diversas funções em Entidades Tradicionalistas de São Gabriel; foi Sota-Capataz e Tesoureiro da 18ª Região Tradicionalista. Atualmente integra o Departamento Social do CTG Tarumã. É o idealizador do Mennatchê, um evento tradicionalista realizado no mês de Setembro, dentro de uma Escola Pública, que tem como objetivo cultuar as tradições do RS.

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