terça-feira, 21 agosto 2018
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Talento e Fisionomia Muito Parecidos

Nessas noites xucras, o retinir de cordas é o repinicar de sentimentos! a gente se encolhe com o rigor da invernia, então verte na memória, a saudade do violão de Noel, que solene nos dizia, que nessa pampa, não há elo com a hipocrisia. Noel Guarany e seu violão – iniguais – em qualquer tempo!

As lembranças fazem gosto, as payadas afloram, no seu teor filosófico, a universalidade do conteúdo, a visão futurista, ainda que lastreado no passado de sua gente e na sucessão da estirpe gáucha, parecem produtos das fornalhas de São João Batista!

Belo legado, profunda saudação a querência missioneira reduto de Nheçu, onde Noel se refugiou por alguns anos, num misto de exílio, talvez, para reentranhar-se na história de sua gente! De lá, na “voz” do pala velho, fez do violão a sua espada e revolucionou a América Latina, no seu xucro profetizar, tal um estandarte heroico, se antepôs ao colonialismo, feito uma muralha intransponível!

O protagonista da vertente de musicalidade tipicamente localizada.

Noel, um misto de mito, lenda, herói, vanguardeiro, um sinuelo, mas antes de mais nada, um talento autóctone, autodidata, retratou as gentes, a história, os desmandos, as desditas, a insensibilidade, a desumanidade.

O grande talento, não fez fortuna, não construiu patrimônio econômico, mas deixou um legado insuperável no campo artístico e cultural. É preciso que se diga, inalcançável, no contexto musical. Os tinidos do seu violão jamais alguém haverá de alcançar. Noel, um estirpe da raça altiva que não se rendeu, nem mesmo, às grandes gravadoras, ainda que lhe impusessem o isolamento, retovado, fez o seu próprio isolar-se, para construir um monumento homérico, onde reinará soberano para todo o sempre.

Agora, surge Marcelo Caminha com idêntica fisionomia, traços físicos muito semelhantes, ótimo artista, eclético, contudo, sabe o próprio Marcelo, ainda que exímio nas cordas dos violões, é dele – Noel Guarany -, a marca de guitarreiro maior.

Fonte: Renato Schorr

Durante a 8ª Feaagri um assunto alertou a todos os que acompanham a musica tradicionalista há tempos. A semelhança de Marcello Caminha com Noel Guarany, não foram poucos os que viram em seu semblante a simpatia do Tronco Missioneiro Noel.

Os comentários foram fartos “Dancei e me criei com Noel tocando nos fandangos e como esse cantor me faz lembrar Noel, como me traz do passado boas lembranças”; “Olha, é só olhar, mas… Tchê parece o Noel Guarany cantando pra gente”.

E em meio de tantos comentários uma coisa é certa, todos agradeceram de estar no show de encerramento da 8ª Feaagri.

Fonte: Portal das Missões.

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