terça-feira, 21 agosto 2018
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Tradicionalismo. Será que ainda é um ambiente saudável?

Estamos mais uma vez pedindo licença para mais uma prosa semanal no Proseando com Ratinho Chaves. Agradecendo ao nosso Patrão Celestial por nos permitir estar junto a cada gaúcho, proseando sobre nosso tradicionalismo.

Tradicionalismo Gaúcho é um movimento cívico-cultural que valoriza e preserva as tradições gauchescas do Rio Grande do Sul. Tradicionalismo Gaúcho, ou Movimento Tradicionalista rio-grandense, que deriva do termo tradicionalismo – sistema filosófico que coloca a tradição como critério e regra de decisão – foi criado por João Cezimbra Jacques que sonhava com um movimento que unisse e congregasse a família gaúcha em torno de ideais comuns.

Congregar a família em torno de um ideal comum. Nós aprendemos com nossos antepassados esse importante valor, de estar em um movimento que uni as famílias, um movimento sadio, respeitoso e apaixonante, onde podemos valorizar a nossa cultura e consequentemente a nossa gente.

Cezimbra Jacques sonhava com um movimento que proporcionasse as famílias uma união e temos a certeza que conseguiu, pois nosso Movimento Tradicionalista busca incessantemente a união entre as pessoas, tornando-as uma mesma família, que tem como principal objetivo cultuar as tradições deste chão sulino.

Mas às vezes ficamos a pensar… Será que o nosso Movimento Tradicionalista ainda é um movimento saudável, que une as famílias e congrega pessoas em prol de nossa tradição?

Talvez sim, talvez não. Talvez sim, pois ainda existem tradicionalistas e gaúchos que buscam continuar com este ideal do Cezimbra, proporcionando um ambiente saudável, prospero e prazeroso, onde podemos estar com nossa família, muitas vezes e na grande maioria, livre dos males que estão na sociedade atual.

O nosso Movimento ainda é saudável, pois tem entidades tradicionalistas e pessoas que nela labutam que vivem parte do seu tempo para transmitir a herança herdada de nossos antepassados e as adquiridas com o passar do tempo.

Movimento sadio, onde crianças e jovens tem um ideal a seguir, ideal de respeito com o próximo, ideal de responsabilidade e amor para com as pessoas.

Mas talvez, nosso movimento muitas vezes parece não ser mais saudável. Por que não? Porque muitas vezes tem pessoas que nele se infiltram, para tentar denegrir a imagem deste que é o quinto maior movimento organizado do mundo.

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Pessoas que muitas vezes magoam crianças e adolescentes, maquiando resultados em favor próprio. Fazendo politicagem em cima de um movimento que é apolítico. Pessoas, que às vezes se dizem tradicionalistas, mas na verdade “estãotradicionalistas, que tentam denegrir a imagem de gaúchos que só querem fazer o bem em prol de nossa cultura gaúcha.

Muitas vezes vimos pessoas que “estão” tradicionalistas para tentar seu benefício próprio, usufruindo das entidades tradicionalistas em favor pessoal e quando, as entidades optam por colocar outra pessoa em seu lugar, subestimam a capacidade do próximo.

Por isso, ficamos a pensar. Será que é saudável? Pois pessoas muitas vezes que “estão” tradicionalistas acabam magoando o coração dos verdadeiros tradicionalistas, manchando a imagem de uma cultura gaúcha que nossos antepassados criaram junto ao Colégio Júlio de Castilhos, na cidade de Porto Alegre.

Pessoas que tornam Entidades Tradicionalistas como um rebusque financeiro, ganha pão e até mesmo a sua fonte de renda familiar, pois permitem que pessoas com qualquer indumentária, até mesmo roupas de se usar em praias, entrem em seu galpão para participar do evento, pois seu único fim é o lucro financeiro e não as tradições deste Rio Grande do Sul.

Essas pessoas que “estão” tradicionalistas acabem distorcendo o verdadeiro significado de uma Entidade Tradicionalista. Mas temos a certeza que essas pessoas têm uma vida curta no Movimento Tradicionalista, pois os verdadeiros gaúchos logo percebem e acabam isolando-as, pois quem tem amor pelo nossa cultura sempre busca a valorização de nossos ideais.

Até mesmo, como diz a letra da música de Edilberto Teixeira (in memorian), Poetas Petiços, “Hoje em dia, ir felizmente, há muitos poetas sotretas, por ai fazendo letras, escondidas na macega”, tem pessoas que tentam serem poetas, mas ficam escondidos e acabem muitas vezes denegrindo a imagem de um evento.

Também há órgãos e entidades tradicionalistas, que filiados ao MTG, descumprem o seu regulamento, permitindo a participação de entidades não filiadas, realizando também eventos que sequer possui seus concorrentes o Cartão Tradicionalista.

Mas, apesar de tudo isso, nosso Movimento Tradicionalista é ainda um movimento saudável. Existem muitas dificuldades, muitas irregularidades, muitas pessoas usufruindo em favor próprio, mas todas superadas por aqueles VERDADEIROS TRADICIONALISTAS, pelas VERDADEIRAS ENTIDADES TRADICIONALISTAS, que fazem deste um Movimento saudável, que une e congrega as pessoas.

Não podemos desistir, não podemos deixar pessoas que “estão” tradicionalistas acabem com a credibilidade do nosso Movimento Tradicionalista, pois ainda é o melhor lugar para um Pai criar seus filhos, onde pessoas, famílias e tradicionalistas se reúnem para cultuar as tradições de nosso pago, deixando de lado e no lado de fora das cancelas os males que acercam nossos dias atuais em nossa sociedade.

Devemos sempre estar atento a tudo e a todos, de olhos bem abertos, unidos e coesos para tentar barrar a semeadura dos que hoje tentam sujar a imagem de nosso tradicionalismo gaúcho, não deixando que essas pessoas proliferem o mal no meio de nossa cultura gaúcha.

Devemos cada vez mais apoiar as nossas Entidades Tradicionalistas, que buscam nos 365 dias de cada ano, através de seus departamentos campeiros, artísticos, culturais, sociais e esportivos transmitir o que de melhor existe nas tradições do nosso Rio Grande do Sul, para as crianças, adolescentes, jovens e adultos, procurando sempre uma vida mais saudável a cada uma dessas pessoas.

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Pessoas que “estão” tradicionalistas, logo são percebidas, pois suas atitudes e ações são diferentes da pessoa que é tradicionalista. E cada Patrão de Entidade, que sabe o verdadeiro significado do nosso Movimento, tem condições de diferenciar uma pessoa da outra e assim isolar e consequentemente banir, se não imediatamente, aos poucos de suas Entidades e de nosso Movimento Tradicionalista.

Somos tradicionalistas, sabedores dos princípios de nosso Movimento. Somos capazes? O tempo dirá. Jamais podemos julgar quem quer que seja antes do tempo. A capacidade e o dom de cada pessoa o tempo e suas ações nos dirão.

Mas, sabemos diferenciar quem é tradicionalista do que está tradicionalista. Temos a certeza que muitos gaúchos, VERDADEIROS TRADICIONALISTAS jamais irão deixar morrer essa cultura herdada de nossos pais.

Que nossa coluna desta semana possa servir de reflexão, onde cada gaúcho possa pensar e diferenciar os tradicionalistas. Erro?Todo ser humano é passível. Usar o tradicionalismo como fonte de renda própria? JAMAIS podemos deixar. Maquiagem de resultados, em pleno século XXI? Tem que terminar. Sujar a imagem do Movimento Tradicionalista? Não se pode aceitar. Fugir dos regulamentos e regras? Tem que se punir, pois é uma arbitrariedade e merece uma punição.

As Entidades Tradicionalistas, aquelas que seguem a risca o que determina nossos regulamentos merecem nossa consideração e respeito. Pois, através de suas ações, em todos os dias de cada ano, estão proporcionando uma sociedade saudável para criarmos nossos filhos.

Assim, fechamos mais uma coluna semanal do Proseando com Ratinho Chaves, onde acreditamos que podemos ter proporcionado um momento de reflexão e um questionamento, para cada um dos gaúchos deste Rio Grande do Sul, e na certeza que juntos estaremos cada vez mais buscando o fortalecimento do nosso Movimento Tradicionalista Gaúcho.

“Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra”.

Sobre Leandro Chaves

Leandro Chaves
Professor e Tradicionalista. Filho de Italmir Maldonado Chaves (in memoriam) e Ana Maria Castro Chaves. Exerceu diversas funções em Entidades Tradicionalistas de São Gabriel; foi Sota-Capataz e Tesoureiro da 18ª Região Tradicionalista. Atualmente integra o Departamento Social do CTG Tarumã. É o idealizador do Mennatchê, um evento tradicionalista realizado no mês de Setembro, dentro de uma Escola Pública, que tem como objetivo cultuar as tradições do RS.

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