terça-feira, 20 novembro 2018
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Uma prosa com o Tradicionalista Jorginho Teixeira

Foto Jorginho - CópiaEstamos chegando para mais uma prosa semanal. Prosa gaúcha, campeira e sincera que trás de costado nesta semana o tradicionalista JORGE ELIL MACHADO TEIXEIRA, também conhecido em meio como “Jorginho Teixeira”, filho de Agenor Vasconcelos Teixeira e Alda Machado Teixeira, casado com Mara Borges Teixeira, pai de um filho Bruno Borges Teixeira. Jorginho Teixeira é natural de São Sepé e reside na Terra dos Marechais desde 1974.

O tradicionalista Jorginho Teixeira tem mais de 10 anos de trabalho pelo CTG Caiboaté, como membro de sua patronagem, onde durante este período apresentou os festivais culturais da época promovidos pelo Caiboaté.

Jorginho também atuou junto ao Departamento Cultural da 18ª Região Tradicionalista por 05 anos, neste período foi avaliador credenciado pelo MTG para concursos artísticos culturais. Também é um dos fundadores do PTG Dácio de Assis Brasil.

Suas ações e contribuições para o tradicionalismo não pararam por ai, pois Jorginho Teixeira também é um dos fundadores da Estância da Canção Gaúcha de São Gabriel.

Jorginho Teixeira é um dos apresentadores de eventos tradicionalistas e nativistas da Terra dos Marechais, tais como: Xucrão Cultural, Tarumã em Dança, além de apresentar por duas vezes as macrorregionais do ENART “Maior festival de Arte Amadora da América Latina”, promovido pela 18ª RT e MTG – Movimento Tradicionalista Gaúcho, sendo um na cidade de São Gabriel e outro na cidade de Bagé.

Apresentou vários ENCONTRART realizados pela 18ª RT nas gestões do Coordenador Italmir Maldonado Chaves.

Jorginho a cada ano que passa segue como referencial na apresentação de eventos nativistas em São Gabriel, onde por 12 anos ininterruptos é o apresentador oficial do Festival Dom João Luiz Pinto dos Santos – Joãozinho da Ponte, além de ser o Presidente do evento em 04 edições.

Jorginho Teixeira também é um dos apresentadores da Reculuta Farroupilha Municipal de São Gabriel, promovido pela Coordenadoria Tradicionalista Municipal, onde já perdeu as contas de quantas foi apresentador.

Após conhecermos um pouco das andanças do nosso amigo e tradicionalista Jorginho Teixeira, a coluna PROSEANDO COM RATINHO CHAVES não poderia perder a oportunidade de questioná-lo sobre algumas questões referentes ao nosso tradicionalismo.

Inicialmente perguntamos a Jorginho Teixeira Como você vê o Movimento Tradicionalista nos dias atuais?Jorginho nos disse: Vejo como uma das poucas trincheiras que ainda resistem em prol dos bons costumes e as grandes transformações, porque passa a sociedade como um todo e principalmente a família.

E a prosa continuava e questionamos o tradicionalista sobre: O que mudou em relação à participação das crianças e jovens no tradicionalismo em comparação às décadas passadas? Jorginho foi enfático em sua resposta: Vejo um avanço, pois nossos jovens nos dias atuais têm oportunidade de expor suas ideias, de ter posições e serem ouvidos muito mais que em tempos passados.

E a coluna Proseando com Ratinho Chaves prosseguiu sua Prosa Gaúcha e Campeira com o amigo Jorginho Teixeira e perguntou-lhe: Quais os pontos positivos e quais os negativos que influenciam a participação das crianças e jovens no tradicionalismo nos dias atuais? Jorginho nos disse:

Positivos:

  1. a) Os CTGs organizados que cumprem todas as funções dentro do movimento;
  2. b) O incentivo da família e amigos e os bons círculos de amizades;
  3. c) A grande realização de eventos que proporcionam a disputa sadia e palco para apresentarem seus talentos, culturais, artísticos, esportivos e campeiros.

Negativos:

  1. a) Manifestações alienígenas de cultura pobre que tem total liberdade de entrada no RS;
  2. b) Mas companhias e falta de apoio na família;
  3. c) Falta de conhecimento, falta de mais recursos aplicados na cultura pelo Estado principalmente voltado para as Escolas Municipais e Estaduais;
  4. d) Algumas interferências do MTG quanto a indumentárias, participações em eventos oficiais e etc., aqui também se abre um grande leque para um boa discussão.

Colocamos na sequência de nossa prosa que o Parque Rincão das Carretas foi uma excelente aquisição para o tradicionalismo de São Gabriel, pois após vários anos proporcionou as Entidades e CTM de São Gabriel ter um local específico para suas atividades tradicionalistas e Semana Farroupilha. Após essa colocação perguntamos ao tradicionalista: Qual a sua opinião sobre essa aquisição? Você concorda que o Poder Público Municipal empreste o parque para outros eventos que não são tradicionalistas? Jorginho mais uma vez demonstrando conhecimento de causa nos disse: Sobre a aquisição é indiscutível que foi a partir desta que deixamos de andar de chapéu na mão pedindo um lugar para acampar e realizarmos nossos eventos, principalmente a Semana Farroupilha.  sobre a interferência do Poder Público Municipal, de forma nenhuma posso concordar, pois quanto a isso já tivemos vários embates, e se preciso for terá muitos mais ainda, e, se abre uma grande discussão em que eu concluo dizendo que nós temos um evento que é modelo no RS, inédito, que é a Reculuta Farroupilha Municipal que completa 29 anos em 2015, logo não precisamos que nos digam como fazer, pois humildemente a gente tem como ensinar e como se faz. Precisamos sim, do apoio financeiro e logístico do Município, que também são conquistas já antigas, agora por favor um grupo de saudosos tradicionalistas a 30 anos fundaram a CTM, por não aceitar mais que o Poder Público interferisse na administração do movimento e de lá para cá só crescemos, então não nos atrapalhem, pois desta forma já estarão nos ajudando muito.

E a nossa Prosa prosseguia de forma simples e gaúcha, onde colocamos a Jorginho Teixeira o seguinte: Somos sabedores que nossa São Gabriel é um berço de poetas, letristas, músicos e interpretes, pois a cada ano surge novos talentos, que em pouco tempo estão nos palcos deste Rio Grande do Sul, Brasil e a Mundo a fora. Em sua opinião, a Estância da Canção Gaúcha, festival nativista que já foi considerado um dos três maiores do RS, não deveria ter uma data própria em cada ano (por exemplo, no terceiro final de semana de agosto)? E o Poder Público Municipal não deveria dar mais apoio para a realização deste evento, como deu em anos anteriores, pois recebemos participantes e público de outras querências e estes aportam recursos em nosso comércio local? E mais uma vez Jorginho Teixeira cravou seu garrão e nos disse: Com certeza, festivais abertos que querem se manter entre os grandes tem que ter data certa. E quanto ao Poder Publico apoiar é uma obrigação com a cultura e com certeza tem que apoiar mais financeiramente, mas sou contra fazer parte da administração da mesma, o festival é da CTM, e não estou aqui para polemizar e nem ofender a quem quer que seja, mas “a Estância queiram ou não virou chácara..”.

A nossa prosa com Jorginho Teixeira se chegava ao seu final, mas não poderíamos deixar de questioná-lo sobre: Quais as perspectivas para o futuro do tradicionalismo, principalmente em São Gabriel? Jorginho nos disse: Promissor, pois cada um dos patrões que passaram pela CTM deixou algo de bom na construção de um movimento forte, nos últimos anos vem na mão de jovens que aprenderam com os mais antigos e veem tendo grandes conquistas, vejo as entidades que formam a CTM muito mais organizadas no hoje e isso nos promete um amanhã melhor.

E as cancelas da nossa prosa semanal desta semana estão se fechando, onde agradecemos a gentiliza e cordialidade do amigo e tradicionalista JORGE ELIL MACHADO TEIXEIRA, o “Jorginho Teixeira” que proporcionou a coluna PROSEANDO COM RATINHO CHAVES, do portal mundotradicionalista.com.br um bate papo gaúcho e campeiro, da qual agradecemos de coração e temos a certeza que nos trará uma reflexão sobre o nosso tradicionalismo.

Mas para fecharmos essa prosa gaúcha, campeira e sincera e, fecharmos as nossas cancelas, pedimos ao tradicionalista Jorginho Teixeira que nos deixasse uma mensagem para as crianças, para os jovens e aos pais que estão ou pretendem participar do Movimento Tradicionalista? Ninguém vem ao mundo por acaso e nascer no Rio Grande do Sul é um privilégio, não querendo ser melhor que ninguém, mas somos um povo que recebeu um legado de seus antepassados que deve ser cultivado a cada dia, temos uma história rica, uma cultura incomparável, um estado produtivo de gente que trabalha, forjada por gente que pensa, tem posição e opina, esse ser miscigenado, uma raça, é o Gaúcho.

“Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda terra.”

Sobre Leandro Chaves

Leandro Chaves
Professor e Tradicionalista. Filho de Italmir Maldonado Chaves (in memoriam) e Ana Maria Castro Chaves. Exerceu diversas funções em Entidades Tradicionalistas de São Gabriel; foi Sota-Capataz e Tesoureiro da 18ª Região Tradicionalista. Atualmente integra o Departamento Social do CTG Tarumã. É o idealizador do Mennatchê, um evento tradicionalista realizado no mês de Setembro, dentro de uma Escola Pública, que tem como objetivo cultuar as tradições do RS.

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